9 de março de 2017

A doutrina bíblica da Eleição.



Por Everton Edvaldo 

Introdução: Um dos assuntos mais sofisticados da Bíblia é a doutrina da eleição. Já faz algum tempo que os cristãos revelam cada vez mais interesse em conhecer essa doutrina à luz da Bíblia e muita coisa tem sido dita e propagada sobre ela em nossos dias. Devido à isso,   hoje estaremos estudando a respeito dela. Iremos esclarecer algumas coisas, analisar algumas visões e depois partiremos para o que a Bíblia ensina a respeito de uma das doutrinas mais belas e coroadas das Escrituras. Boa leitura! 

I- ESCLARECENDO ALGUMAS VERDADES SOBRE A ELEIÇÃO:

1. A Eleição é uma doutrina bíblica.

Primeiramente, é preciso derrubar o mito de que a eleição não é uma doutrina ensinada nas Sagradas Escrituras. Isto significa que ela não foi inventada por teólogos, reformadores ou pelos pais da igreja. 

Muitas pessoas costumam pensar que a eleição é uma doutrina criada por alguns cristão no passado e que ela não tem respaldo na Palavra de Deus.

Geralmente, as pessoas que pensam dessa maneira não estão atentas ao que as Escrituras revelam. Outras pessoas, até reconhecem essa doutrina como bíblica, porém, não a ensinam na igreja por achá-la uma doutrina difícil de compreender.

Atualmente, esse é um dos motivos pelos quais a doutrina da eleição é pouco ensinada na maioria das igrejas do Brasil. Contudo, não devemos ficar intimidados diante desse desafio. Sim, é uma doutrina complexa, porém, bíblica, ou seja, fruto da revelação divina.

2. A eleição está interligada com várias outras doutrinas da Bíblia.

Quando se trata de eleição, a maioria das pessoas entendem o assunto como restrito apenas às questões soteriológicas da Bíblia. 

Na verdade, a eleição é um assunto que está interligado com várias outras doutrinas das Sagradas Escrituras. Por desconhecer esse fato ou compreendê-lo de forma errada, muitos questionamentos foram suscitados e más interpretações geradas ao longo dos séculos. 

Por isso se faz necessário entender não só a eleição à luz da Bíblia como também as demais doutrinas as quais ela se relaciona.

Bem, antes de dar continuidade a esse artigo, precisamos definir o que é eleição. 

3. Definindo o termo.

"Eleição significa 'ato de eleger; escolha, opção, preferência, predileção'." (apud LIMA, 2008, p. 82). 

De forma simples e bíblica, entende-se por eleição, uma escolha feita por Deus de um povo, algo ou alguém. 

Ao longo da Bíblia, encontramos Deus fazendo escolhas constantemente. 

Por exemplo, Deus escolheu Abrão (Ne 9.7) para fazer dele uma grande nação, abençoá-lo, engrandecer o nome e através dele, abençoar todas as famílias da terra (Gn 12. 2,3); o povo de Israel (Dt 7.6; 14.2; At. 13.17), Davi (1 Rs 11.34 ), Jerusalém (2 Rs 23.27).  Esses são apenas alguns exemplos de escolhas que Deus fez.

Quando se trata de salvação, a Bíblia também revela Deus elegendo um povo para si. Obviamente, esse povo é constituído por pessoas individualmente. (Ef 1.4; 1 Pe 1.2).

Isso significa que a eleição divina na Bíblia tem, no mínimo, duas conotações: eleição para serviço (executar uma tarefa específica) e eleição para a salvação.

É importante entender essas duas características, pois essa distinção  será crucial para derrubarmos as falácias sobre o tema que estamos tratando.

Para encerrar esse tópico, é importante enfatizar que biblicamente, a escolha divina inclui não só pessoas, lugares, ou um povo, como também anjos (cf. 1 Tm 5.21) e Cristo (Mt 12.18; 1 Pe 2.4,6).

II- ENTENDENDO A ELEIÇÃO PARA SERVIÇO:

A Bíblia (principalmente no Antigo Testamento), está repleta de exemplos de pessoas que foram escolhidas por Deus para executarem uma tarefa específica.

Já foi citado no tópico anterior o exemplo de Abraão e neste aqui pretendo falar de alguns outros personagens. Mas antes, gostaria de deixar claro que esse tipo de eleição não está direta e necessariamente relacionado com o destino eterno de tais personagens. De qualquer forma, esses personagens estão envolvidos no plano da salvação e seu entendimento nos serve apenas para que não confundamos eleição para serviço com eleição para salvação. Dito isso, fica mais clara a compreensão desse artigo.

Continuando, alguns personagens da Bíblia foram escolhidos desde o ventre materno para executarem o que Deus havia planejado para eles na eternidade. 

Exemplos:

  • Sansão (Jz 13.3-5). Foi um dos escolhidos por Deus desde o ventre de sua mãe para ser Nazireu de Deus. 
  • Isaías. Foi escolhido como profeta de Israel antes mesmo dele vir ao mundo (Is 49.1-2).
  • Jeremias. Também foi constituído profeta às nações antes de sair da madre de sua mãe (Jr 1.1-5). 
  • Outros dois casos são João Batista (Lc 1.15-17) e o apóstolo Paulo (Gl 1.15,16).

Entretanto, um dos casos mais bem fundamentados de eleição para serviço na Bíblia é Deus ter escolhido um povo, uma nação, para executar seu propósito de redimir o mundo; o povo de Israel. Israel foi a nação escolhida por Deus para trazer o salvador do mundo, ou seja, Jesus Cristo.

Existem diversos versículos bíblicos que revelam que Israel faz parte da eleição de Deus.  Em Isaías 44.1, lemos: “Agora, pois, ouve ó Jacó, servo meu, e tu ó Israel, a quem escolhi”. Em Isaías 45.4b, lemos: “Por amor do meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito”. E em Isaías 45.17, encontramos: “Mas Israel é salvo pelo Senhor, com uma eterna salvação; pelo que não sereis envergonhados nem confundidos em todas as eternidade."

O propósito deste artigo não é ser extensivo quanto ao tema de eleição para serviço, no entanto, cabe salientar que a eleição para serviço não assegura a salvação de todos aqueles que participam deste plano. 

Isso se aplica tanto a um indivíduo quanto ao povo de Israel. 

Por exemplo, em Isaías 45.1-7, Deus revela a escolha de Ciro para executar uma tarefa específica, entretanto, até onde se sabe, não há versículos bíblicos que indiquem que Ciro também foi eleito para a salvação ou que foi salvo por Deus.

Tratando da pergunta: a eleição de Israel assegura a salvação de todos os judeus? Thiago Titillo comenta o seguinte: 

"Paulo responde: 'E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas.' (Rm 9.6). Muitos Israelitas morreram sob o juízo divino no deserto (1 Co 10.5-12). Corá, Datã e Abirão foram tragados pelo abismo (Nm 16.31-33). Nadabe e Abiu foram consumidos pelo fogo do Senhor (Lv 10.1-2). Judas Iscariotes, o "filho da perdição", também era da descendência física de Abraão. A relação entre Deus e Israel é tratada por Paulo em Romanos 9-11. Ele fala de alguns privilégios específicos da nação escolhida, culminando na encarnação do verbo. (...) Por maiores que fossem os privilégios de Israel, como povo por meio do qual Deus traria Cristo ao mundo, a salvação  eterna não fazia- necessariamente- parte dos privilégios. O ponto nevrálgico da eleição de Israel é demostrar o amor de Deus a toda a humanidade." (TITILLO, p. 36).

Sendo assim, fazer parte da eleição para serviço não implica necessariamente na salvação do objeto alvo desse tipo de eleição. 

Conforme já afirmei anteriormente, a maioria das pessoas que interpretam mal a doutrina da eleição, falham justamente por confundir eleição para serviço com eleição para a salvação.

III- ELEIÇÃO PARA A SALVAÇÃO NUMA PERSPECTIVA CALVINISTA:

A Bíblia também ensina a eleição para  a salvação. Essa doutrina fica ainda mais clara no Novo Testamento, principalmente nas epístolas paulinas.

Neste tópico, veremos o que alguns teólogos dizem sobre ela, o que ela é, como se dá e quais são seus desdobramentos. 

A eleição no ponto de vista calvinista. 

Que Deus tem seus escolhidos aqui na terra é uma verdade irrefutável! No entanto, há várias interpretações desta doutrina ao longo da história da igreja. Uma delas é a perspectiva calvinista, mais conhecida como eleição incondicional.

O calvinista Herman Hanko explica que Agostinho foi o primeiro a falar sobre eleição incondicional no século IV d.C (apud, BRYSON, 2016, p. 62).

O teólogo calvinista Flanklin Ferreira define eleição como "o ato eterno de Deus pelo qual Ele, em sua soberana vontade, e sem levar em contra nenhum mérito humano previsto, escolhe um certo número de pessoas para receberem a livre graça e a salvação eterna. A eleição é o propósito de Deus de salvar certos membros da raça humana em Jesus Cristo e por meio dele." Segundo ele, a eleição é "uma expressão da livre vontade de Deus", "é imutável, e, portanto, torna segura e certa a salvação dos eleitos", "é desde a eternidade", "é incondicional" e "Irresistível". (http://www.monergismo.com/textos/eleicao/eleicao_franklin.htm).

Seria uma atitude imprudente selecionar apenas uma visão calvinista da eleição e colocar neste artigo. Devido a isso, vamos mergulhar mais um pouco no que diz esse sistema envolvendo também o conceito de predestinação sob o ponto de vista de João Calvino.

Calvino, um dos mais conhecidos expoentes desse sistema explica:

"Denominamos predestinação o conselho eterno de Deus pelo qual ele determinou o que desejava fazer com cada ser humano. Porque ele não criou todos em igual condição, mas ordenou uns para a vida eterna e os demais para a condenação eterna. Assim, conforme a finalidade para a qual o homem foi criado, dizemos que foi predestinado para a vida ou para a morte." (apud, BRYSON, 2016, p. 59).

Se tratando de eleição,  os calvinistas se dividem em hipo-calvinistas (que não abraçam completamente as implicações dos ensinos de João Calvino) e hiper-calvinistas (que vão além dos ensinos expressos por Calvino).

Alguns deles enxergam na Bíblia aquilo que podemos chamar de Dupla-Predestinação. Inclusive, usam diversas passagens bíblicas para fundamentá-la. Aqui não tratarei de respondê-las, mas caso o leitor queira averiguar uma análise de algumas passagens difíceis das Escrituras (Mc 4.10-12; Mt 11.20-24; Jo 10.26; At 13.48; Rm 9. 14-24; Ef 1.11), recomendo a leitura do livro: Eleição Condicional,  escrito por Thiago Titillo. 

Vamos nos concentrar agora em "separar o joio do trigo", tentando extrair aquilo que é verdadeiro desse sistema e rejeitar o que não é.

Bem, a Bíblia afirma que do "Senhor vem salvação" (Jn 2.9). Obviamente, é Deus quem faz a escolha. Qualquer cristão sério deve admitir isso não porque o calvinismo também defende, mas por ser genuinamente bíblico. 

Os calvinistas também ensinam que a eleição divina não leva em conta os "méritos" da pessoa. Isso também é bíblico e inclusive deve ser defendido por todos os cristãos sérios. 

Somos salvos por meio da graça, portanto, não temos mérito algum.

Há uma frase do calvinista Michael Horton que expressa bem esse entendimento:

"A eleição nos recorda de que Deus é sempre o doador da graça e que os pescadores são sempre os receptores da graça" (HORTON, 2014, p. 77).
Entretanto, a eleição incondicional calvinista implica em vários problemas com a Palavra de Deus. Veremos isso no próximo tópico!

III- AlGUNS PROBLEMAS COM A ELEIÇÃO INCONDICIONAL CALVINISTA: 

Os calvinistas moderados alegam que Deus incondicionalmente elege algumas pessoas para a salvação e reprova condicionalmente as demais pessoas, deixando-as em seu estado natural de perdição. 

Esse tipo de visão, apesar de ser mais branda favorece a ideia de que para ser salvo, alguém tem que pertencer a uma "casta" especial denominada como eleitos. Os demais que não fazem parte dessa "casta" foram simplesmente abandonados por Deus. 

Contudo, não há como negar que a implicação lógica da perspectiva calvinista  da reprovação é que Deus não só é responsável por eleger como também condenar as pessoas incondicionalmente. 

Os calvinistas insistem em dizer que os réprobos são condenados por seus próprios pecados e que Deus os deixa por conta própria, no entanto, esse é apenas um lado da moeda. 

Segundo o calvinista Michael Horton:

"O outro lado da eleição é a condenação: a decisão de Deus não salvar alguém." (HORTON, 2014, p. 78). 

Partindo dessa visão faremos a seguinte pergunta: 

Afinal de contas, o que o calvinismo tem a dizer sobre aqueles que não foram eleitos por Deus? Porque os réprobos são condenados?

A consequência lógica do ensinamento desse sistema nos leva a entender que os réprobos não são  condenados apenas por estarem na condição de pecadores (já que toda a humanidade está sujeita a essa condição), mas sim porque Deus não quer salvá-los.

Ou seja, a causa real da condenação dos réprobos está na vontade de Deus. 

Comentando o capítulo nove da epístola de Paulo aos Romanos, Calvino elucida meu entendimento quando diz: 

"É verdade que a causa imediata de reprovação consiste na maldição que todos nós herdamos de Adão. Não obstante, o apóstolo Paulo nos poupou deste conceito, até que aprendamos a descansar exclusiva e simplesmente no beneplácito divino e até que ficasse estabelecida a doutrina de que Deus tem uma causa suficientemente justa para situar a eleição e a reprovação em sua própria vontade." (CALVINO, 2014, p. 379).

Mais adiante Calvino esclarece que:

"... a razão por que Deus elege uns e rejeita outros deve ser encontrada unicamente em seu propósito." (CALVINO, 2014, p. 383).

Comentando o versículo 18 de Romanos 9, ele diz:

"Não há dúvida, pois, como já sugerimos, de que Paulo está expressando sua própria opinião, ao dizer que Deus favorece com sua misericórdia a quem ele quer, consoante sua própria vontade, e que revela a severidade de seu juízo contra qualquer pessoa, como ele bem quer. O propósito de Paulo é levar-nos a aceitar o fato de que pareceu bem a Deus iluminar alguns a fim de que viessem a ser salvos,  e cegou a outros a fim de que viessem a ser destruídos para que em nossas mentes fiquemos satisfeitos com a diferença que se evidencia entre os eleitos e os réprobos, e não busquemos a causa em qualquer outra parte, se não na vontade divina." (CALVINO, p. 390, 391).
Chega a ser assustador a maneira como Calvino comenta o verbo 'endurecer' em Romanos 9:

"O termo endurecer, quando aplicado a Deus, nas Escrituras, implica não mera permissão (como alguns exegetas fracos o interpretariam), mas também a ação da ira divina. Todas as circunstâncias que contribuem para a cegueira dos réprobos são instrumentos de sua ira. Satanás mesmo, que opera interiormente com seu poder compelidor, é ministro de Deus, de tal maneira que ele só age em obediência à ordem divina. A evasiva trivial sustentada pelos escolásticos com respeito à presciência cai, portanto, por terra. Paulo não nos informa que a ruína dos ímpios é prevista pelo Senhor, e sim, que é ordenada por seu conselho e vontade. Salomão igualmente nos ensina que a destruição dos ímpios não foi apenas conhecida antecipadamente, mas que os ímpios mesmos foram criados com o propósito específico de perecerem [Pv 16.4]." (CALVINO, p. 391).

Uma outra visão de Calvino que deixa nossa mente perturbada é a de que Deus decretou até mesmo a queda do homem. Isso pode ser encontrado em vários textos das suas obras. Citarei somente um deles aqui: 

"... pergunto: donde vem que tanta gente, juntamente com seus filhos infantes, a queda de Adão lançasse, sem remédio, à morte eterna, a não ser porque a Deus assim pareceu bem? ... Certamente confesso ser esse um decreto espantoso [terrível]. Entretanto, ninguém poderá negar que Deus já sabia qual fim o homem haveria de ter, antes que o criasse, e que ele sabia de antemão porque assim ordenara por seu decreto... Deus não só viu de antemão a queda do primeiro homem e nela a ruína de sua posteridade, mas também a administrou por seu arbítrio." (apud, BRYSON, 2016, p. 74, 75).

Esse é considerado por muitos estudiosos como o "lado negro do calvinismo."

Além desses fatos, a eleição incondicional calvinista ensina que Deus não amou salvivicamente todas as pessoas do mundo sem exceção, mas apenas os eleitos. Jesus não morreu por todos, mas apenas pelos eleitos. Ele também não capacita todos para que creiam, mas atinge com a graça eficaz apenas os escolhidos, fazendo com que creiam irresistivelmente e perseverem até o fim. 

Tais princípios são totalmente contrários ao que ensina a Palavra de Deus. 

Por isso, devemos rejeitar o que esse sistema diz sobre a eleição e fazer uma busca bíblica mais acurada sobre o tema.

IV- ELEIÇÃO PARA A SALVAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA:

Na Bíblia, o substantivo grego ekloge denota "escolha, seleção".

No Novo Testamento, o adjetivo eklektos significa "escolhido, eleito."  Usado para se referir a Cristo como escolhido de Deus em Lucas 23.35; os anjos (1 Tm 5.2); os crentes judeus e gentios (Mt 24. 22, 24,31; Mc 13. 20,22,27; Lc 18.7; Rm 8.33; Cl 3.12; 2 Tm 2.10; Tt 1.1; 1 Pe 1.1; 2.9). 

1. A eleição é cristocêntrica.

A primeira coisa que precisamos dizer a respeito da salvação, é que Cristo é O eleito de Deus para salvar a humanidade. 

"Qualquer estudo sobre a eleição deve sempre começar por Jesus. E toda conclusão teológica que não fazer referência ao coração e aos ensinos do Salvador, seja tida forçosamente como suspeita." (HORTON, 1996, p. 363).

Em um dos seus livros, Thiago Titillo ressalta a importância de compreendermos isso:

"A eleição de Jesus Cristo como o libertador da raça humana é fundamental para uma compreensão adequada da doutrina bíblica da salvação. A eleição é cristocêntrica porque 'a eleição do homem é compreendida somente em Cristo; fora de Cristo não existe eleição para nenhum homem.' O plano de Deus de eleger indivíduos unidos a Cristo passa necessariamente pela eleição de seu próprio Filho como o 'primeiro eleito'." (TITILLO, p. 25).

Alguns costumam ignorar essa verdade: Jesus Cristo é o eleito de Deus para trazer salvação à humanidade. Logo, em nenhum outro pode haver salvação. 

Só Jesus Cristo pode reconciliar o homem com Deus e dar-lhe a vida eterna. 

Em Isaías 42.1 está escrito:

“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; meu escolhido em quem a minha alma se apraz.”

A Bíblia de Estudo Pentecostal elucida essa verdade da seguinte maneira: 

"A eleição é cristocêntrica, i.e., a eleição de pessoas ocorre somente em união com Jesus Cristo. Deus nos elegeu em Cristo para a salvação. O próprio Cristo é o primeiro de todos os eleitos de Deus. A respeito de Jesus, Deus declara: 'Eis aqui meu servo, que escolhi (Mt 12.18; cf. Is 42. 1,6; 1 Pe 2.4). Ninguém é eleito sem estar unido a Cristo pela fé." (STAMPS, 1995, p. 1808).
Há uma frase de Ênio Mueller bastante relevante para essa questão: 


"Os homens são eleitos porque Jesus foi eleito primeiro." (apud, TITILLO, 2015, p. 28, 29)."

Jesus Cristo foi o primogênito em tudo (Cl 1.15). Isto significa que todo mérito da salvação repousa única e exclusivamente sobre ele. 

Corroborando o pensamento biblico, o pastor e professor Jacó Armínio explica: 

"O primeiro decreto absoluto de Deus, concernente à salvação do homem pecador, é que Ele decretou designar seu Filho Jesus Cristo por Mediador, Redentor, Salvador, Sacerdote e Rei, que pode destruir o pecado por sua própria morte, pode obter por sua obediência, a salvação que havia sido perdida, e pode comunicá-la por sua própria virtude." ( apud, OLSON, 2013, p. 239).

O "... entendimento de Armínio segue o entendimento bíblico de que Jesus é o primeiro eleito, aquele que foi designado por Deus para libertar a raça humana do cativeiro do pecado e da morte." (TITILLO, 2015, p. 31). Isto é, "Armínio considerava Jesus Cristo como o principal foco da predestinação" (OLSON, 2013, p. 239, 240).

2. A eleição é primariamente coletiva/corporativa, depois individual.

A Bíblia ensina que Deus escolheu um povo para si (1 Pedro 2.9-10). Este povo é a igreja, o corpo de Cristo que foi predestinado à glória eterna. 

A igreja foi predestinada com o propósito de ser luz no mundo e de propagar as boas novas celestiais. Neste sentido, a eleição da igreja é corporativa. 

É interessante que podemos encontrar esse aspecto corporativo da eleição não só na eclesiologia petrina (conforme o versículo citado acima), mas também na joanonina (2 Jo 1) e paulina ( Ef 1.3-5).

Estou de acordo com Thiago Titillo quando afirma que:

"Obviamente, o organismo corporativo de eleitos é compreendido de indivíduos. Mas a eleição é primariamente corporativa, e secundariamente particular." (TITILLO,  2015, p. 48).

Ou seja, a "eleição em Cristo é em primeiro lugar coletiva, i.e., a eleição de um povo. (...) abrange o ser humano como indivíduo somente à medida que este se identifica e se une ao corpo de Cristo." (STAMPS, 1995, p. 1808).

O indivíduo que une-se ao corpo de Cristo e nele permanece, certamente, é um eleito de Deus.

3. A eleição em seu aspecto individual é condicional.

Na eternidade, aprouve a Deus escolher e receber como seus, aqueles que  se arrependessem, crescem e igualmente perseverassem livremente em Sua presença. 

Estar em Cristo é a condição para que um indivíduo seja eleito. Essa verdade está brilhantemente evidenciada em Efésios 1. 1-4. 

As Escrituras também nos revelam que a fé é a condição para que alguém seja salvo (Atos 16.31). 

Thiago Titillo explica:

"A condição sine quanon [sem a qual não] para a salvação do indivíduo é a fé em Jesus Cristo." (TITILLO, 2015, p. 54). 

Ou seja, como bem ensinou Armínio: "... ninguém está em Cristo exceto pela fé." (apud, BANGS, 2015, p. 414).

Alguns afirmam que se a fé é a condição para que alguém seja eleito, logo, o homem tem mérito em parte da salvação. Bem, a Bíblia é bem clara quanto a isso: 

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem de obras para que ninguém se glorie." (Efésios 2.8, 9).

Aqui podemos concluir que a causa da salvação repousa única e exclusivamente na graça de Deus. A fé (que juntamente com a graça também é dom dado por Ele mas não de forma irresistível) é apenas o instrumento para que um indivíduo seja salvo. 

Resumindo: "... a fé é a condição para ser eleito, Deus unicamente é a causa de eleição." (OLSON, 2013, p. 240).

É preciso crer, para ser salvo por Deus, porém, ninguém pode se gloriar no ato de crer, primeiro porque foi Deus quem o amou primeiro, atraiu, convenceu e o capacitou, (ou seja, se não fosse a graça preventiva de Deus, ninguém creria). Segundo, porque a fé não pode ser confundida com obras, pelos menos, não biblicamente. "A fé não é obra, mas sim a mão estendida que se abre para aceitar a dádiva da salvação." (HORTON, 1996, p. 371).

Wellington Mariano trata a relação do mérito da salvação com a condição da eleição da seguinte forma: 

"... estar em Cristo, ter fé e se arrepender, por exemplo, não são condições meritórias da parte do homem, uma vez que o homem não pode realizar tais coisas sem o auxílio e a capacitação de Deus." (MARIANO, 2015, p. 52). 

Sendo assim, todo o mérito da salvação continua pertencendo a Deus.

4. A eleição é segundo a presciência de Deus (Romanos 8.29; 1 Pedro 1.1,2). 

Alguns teólogos tendem a reduzir o significado de presciência para 'preordenação' ou 'predestinação', porém, a Bíblia deixa bem claro que 'presciência' e 'predestinação' não são a mesma coisa. "Norman Geisler diz que 'há evidências seguras de que pré-conhecer não significa escolher ou eleger na Bíblia'." (apud, TITILLO, 2015, p. 60).

Falando sobre a terminologia técnica do termo "presciência" no Novo Testamento e desenvolvendo seu argumento sobre Romanos 8.29 e 1 Pedro 1.1,2; William Lane Craig explica:

"Aqui, o significado de 'saber de antemão' não pode ser reduzida sem redundância para 'preordenar', já que Pedro já se referiu aos seus leitores como escolhidos ou eleitos, enquanto Paulo usa 'preordenar' como consequência de 'conhecer de antemão'. Alguma vezes é sugerido que 'conhecer de antemão' no que diz respeito aos eleitos significa 'escolher com antecedência', de modo que a presciência e a eleição incondicional à salvação se tornam sinônimos. Mas, novamente, não há nenhuma evidência linguística em apoio a esta sugestão. Dos 770 casos de Yada' ("conhecer") no Antigo Testamento, as 660 ocorrência de ginosko ("conhecer") na Septuaginta, e 220 no Novo Testamento, o termo nunca carrega o sentido de 'escolher' ou 'eleger'. Nas referências normalmente invocadas em apoio a este significado (Amós 3.2; Os 13.5; Gn 18.19; Jr 1.5; 1 Co 8.3; Gl 4.9) o sentido mais natural da palavra é 'conhecer pessoalmente e intimamente' ou 'reconhecer'. Agora precisa ser perguntado se isso pode não ser o significado em 1 Pedro 1. 1-2 e Romanos 8.29- que Deus conhece de antemão seus eleitos no sentido de que ele, pessoalmente os conhece os antecedência. Com base no seu conhecimento pessoal de certos indivíduos, antes de existirem, Deus os elege e os preordena a glorificação. Penso que temos que permitir que esta seja uma interpretação plausível de 'dantes conheceu' nessas passagens. Mas, mesmo se interpretarmos presciência neste sentido pessoal, ainda estaremos pressupondo que Deus 'conhecer de antemão' no sentido mais intelectual do termo, a gama de indivíduos futuros a partir da qual ele conhece intimamente aqueles que ele então elegerá." (CRAIG, 2016, p. 33).

Isto significa que Deus elegeu aqueles que Ele sabia que creriam pela Sua graça preveniente e perseverariam na fé pela Sua graça subsequente até o fim. Nas palavras de Roger Olson:

"... Deus elegeu os que ele soube, de antemão, que entrariam em Cristo pela fé para ser povo e condenou os que ele, conheceu de antemão, que rejeitariam a Cristo como não sendo seu povo." (OLSON, 2013, p. 240. 

Alguns pensam que a eleição segundo a presciência significa que Deus consulta o futuro para saber quem irá crer e quem continuará incrédulo e a partir desse pressuposto questionam quem foi que colocou o futuro lá para Deus consultar. 

Ora, esse raciocínio (que tem como objetivo conduzir os cristãos ao determinismo absoluto), faria sentido se a primeira premissa fosse verdadeira. 

Porém, a verdade é que Deus não consulta o futuro para saber de algo, pois perspectivas de tempo (como passado e futuro) não são reais para Deus na eternidade. Ele sabe de todas as coisas num "eterno agora" e presciência significa que ele sabe dessas coisas antes mesmo delas acontecerem.

Thiago Titillo faz uma afirmação relevante para que possamos compreender essa questão na perspectiva divina do tempo:

"Deus transcende o tempo, pois Ele criou o tempo. Por isso, Ele não está limitado à categoria espaço-temporal. Assim, Deus não precisa esperar que os pecadores se arrependem e creiam em Cristo, para somente depois, escolhê-los. Ele pode escolher seu povo e planejar seu destino antecipadamente porque para Deus tudo acontece num "eterno agora." (TITILLO, 2015, p. 57). 

Outra objeção levantada por alguns é de que a Bíblia diz que Deus pré-conheceu pessoas (Romanos 8.29) e não as ações delas (arrependimento e fé). No entanto, esse tipo de argumentação não traz problemas para a verdade de que Deus (na eternidade) elegeu aqueles que Ele sabia que iriam crer e perseverar até o fim. O Deus da Bíblia pré-conhece não só pessoas, como também as ações delas. Isso é uma conclusão óbvia a partir de toda a Escritura. É ilusão pensar que Deus pré-conhece pessoas e desconhece suas atitudes e decisões.

Resumindo: 

"Aqueles que Deus conheceu de antemão (Rm 8.29; 1 Pe 1.1), Ele os elegeu em Cristo (Ef 1.4) e os predestinou 'para serem conforme à imagem de seu Filho' (Rm 8.29) e para 'louvor da sua glória" (Ef 1.11,12). (HORTON, 1996, p. 365). 

Um outro ponto importante a respeito desse sub-tópico é que a "presciência divina não compele; ela meramente sabe qual será a escolha humana." (apud LIMA, 2008, p. 85). 

Por fim, gostaria de elucidar que a eleição segundo a presciência é um conceito não só bíblico como também foi entendida desde cedo pelos principais teólogos da igreja. 

Incluindo João Crisóstomo e até mesmo Santo Agostinho, Thiago Titillo explica que:


"... toda a patrística pré-agostiniana se inclinava à visão de que tanto a eleição quanto a reprovação estavam baseadas na presciência de Deus das escolhas humanas livres. Justino Mártir, Irineu, Teodoreto e Orígines são apenas alguns exemplos." (TITILLO, 2015, p. 62). 

Ao longo da história da igreja, vários teólogos defenderam essa verdade, em especial os arminianos. Falta-me espaço para enumerar todos eles aqui, mas citarei alguns nomes como por exemplo: Jacó Armínio, John Wesley, Richard Watson, William Burton Pope e Henry Thiessen. Em uma das suas obras, Wesley responde a seguinte pergunta:

"Quem são os predestinados? Ninguém, exceto os que Deus prevê como crentes." (apud, OLSON, 2013, p. 244).

Esse tópico deixa claro que a eleição segundo a presciência não foi uma invenção teológica dos arminianos (como às vezes, alguém dá a entender), muito menos um conceito tardio, mas uma doutrina claramente reconhecida desde cedo na história.

Conclusão: Não há dúvidas que a eleição é uma doutrina valorizada e ensinada nas Escrituras. É uma escolha soberana da parte de Deus de um povo, de algo, ou de alguém para determinado fim. Quanto à escolha para a salvação eterna, Deus, em Sua presciência, escolheu aqueles que não resistiram à Sua graça, creram e persevararam na fé. Neste artigo, vimos que esse entendimento é bíblico e não mancha o caráter de Deus. O mérito da salvação continua sendo de Dele e o homem é apenas receptor dessas bençãos. A Deus pertence toda a gloria da eleição porque se Ele não tivesse amado e derramado Sua graça atrativa sobre a humanidade, ninguém viria até Ele. Aqueles que serão condenados, não serão porque Deus não os amou salvivicamente ou porque Deus não quis salvá-los mas sim por continuarem na incredulidade mesmo depois de terem sido auxiliados pela graça. É isso que as Escrituras ensinam e é nisso que devemos crer.

Deus abençoe a todos!

Bibliografia:

BANGS, Carl O. Armínio- Um estudo da reforma Holandesa. São Paulo: Reflexão, 2015.

BRYSON, George. O Lado Negro do Calvinismo. São Paulo: Reflexão, 2016.

CALVINO, João. Romanos. São Paulo: Fiel, 2014.

CRAIG, William Lane. O único Deus sábio: A compatibilidade entre a Presciência Divina e a Liberdade Humana. Maceió: Sal Cultural, 2016.

HORTON, Michael. A favor do Calvinismo. São Paulo: Reflexão, 2014.

HORTON, Stanley. Teologia Sistemática- Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

LIMA, Elinaldo Renovato de. Deus e a Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

MARIANO, Wellington. O que é teologia arminiana? São Paulo: Reflexão, 2015.

OLSON, Roger. Teologia- Mitos e Realidades. São Paulo: Reflexão, 2013.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

TITILLO, Thiago. Eleição Condicional. São Paulo: Reflexão, 2015.

Site acessado:

http://www.monergismo.com/textos/eleicao/eleicao_franklin.htm. Acessado dia: 08/03/2017, às 10:39.

9 comentários:

  1. Respostas
    1. Bom se isso q esse homem está afirmando é verdade aquilo q está escrito em romanos 3:12 q todos se fizeram inúteis não há quem faça o bem não é verdadeiro, pois ele afirma q alguns conseguem arrepender-se com a ajuda dá graça e assim se sujeitar a justiça de Deus outros porém não, se formos arrazoado examinar sobre isso vemos q ele quer dizer q Deus ajuda a todos com sua graça mas alguns respondem positivamente recebendo-a e outros não.Ora, por q acontece isso? Ele deixa claro como água q ele quer dizer q existe diferença entre os homens destituídos dá glória de Deus, ora se eu aceito aquilo q é justo de coração isso quer dizer q a algo justo em mim e se estou numa posição de inútil idade então querer o q é justo pra Deus seria inútil.Inútil Pra Deus é querer a injustiça meu isto é claro como água. Se eu escolho a Cristo por mim o mérito de escolher a justiça de Deus é meu, porém se outro não não escolhe ele não merece a salvação por sua escolha.isso deixa claro q por mais q este ensino q traz uma heresia encoberta é hipócrita pois ele afirma q o mérito é todo de Cristo e ao mesmo tempo q depende dá decisão do homem.logo o mérito pela salvação recai em certa porcentagem sobre o homem q decidiu por q avia uma disposição por aceita a a "ajuda da graça" sem depender de uma ação soberana de regeneração sobre tal pessoa.isso é afirmar q uma pessoa q ainda não nasceu denovo tem um desejo por justiça

      Excluir
  2. Parabéns pelo trabalho de trazer luz as Escrituras e explicar detalhadamente a doutrina dá Eleição. Benção de Deus. O Senhor continue abençoando e dando sabedoria

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amado a bíblia diz q aquele q comete pecado é escravo do pecado, quando ele rejeita Cristo ele o faz por q o.Deus dele não é o Pai do Senhor isto é ele tem outro Deus ele ama outro a vontade dele não é converter -se e nunca será se ele não nascer denovo pela semente de Deus e pela vontade soberana de Deus, aí e ele passará a amar a Deus e receberá o evangelho de todo o seu coração pois ele. Veja o q Deus diz acerca dá promessa dá nova aliança. A sujeição a justiça de Deus jamais vira antes dá regeneração graciosamente de Deus veja a carta de Paulo a Tito.3-4567. amigo se Deus deu a mesma oportunidade a todos igualmente e alguns conseguiram aceitar e perseverar até o fim e outros não , fica claro q há mérito humano na salvação salvação​, não seria graça.

      Excluir
  3. Paz. Só para eu entender. Você disse em tua conclusão que "Aqueles que serão condenados, não serão porque Deus não os amou salvivicamente ou porque Deus não quis salvá-los mas sim por continuarem na incredulidade mesmo depois de terem sido auxiliados pela graça". Então, pergunto: se Deus quis salvar, mas o homem resistiu e O impediu de fazê - lo, isso não frustra o propósito de Deus? Ou ainda, se Deus elegeu porque previu que o homem O escolheria, mas no caminho, uma vez que esse faz escolhas livres, o homem decidir mudar de idéia, que resultaria na perda da salvação. Isso não demonstra que Deus errou e elegeu alguém que depois perdeu essa eleição?

    ResponderExcluir
  4. A Bíblia diz somos justificados gratuitamente pela sua graça rm3.23,24,pela redenção q há em cristo.Isto quer dizer q com diz no verso 23 estão todos privados dá glória de Deus isto é não a nada no homem q agrade ou possa de alguma forma agradar Deus.Ele precisa ser resgatado. Primeiro ele precisa se sujeitar a justiça de Deus, mas lembre-se ele está na carne e sua natureza o faz odiar a justiça de Deus.rom. 8.7. é evidente q ele precisa ter uma natureza q o leve a amar a justiça, e esse é o início do resgate e isso define totalmente a eficácia do mesmo. Somente aqueles q tem sede e fome de justiça creram no evangelho, mas para isso é necessário nascer denovo e de Deus pois somente a semente de Deus é justa,pura,santa. Saiba q vc está fazendo-se a si mesmo um inimigo do evangelho de Cristo, cooperando para q pessoas creiam num falso evangelho q mesmo q vc tente disfarçar a glória dá graça de Cristo é diminuída por afirmações malignas d q no homem há justiça o fazendo crer.

    ResponderExcluir

  5. Parabéns pelo texto, Everton!
    Embora, Deus tenha uma vontade livre e soberana, Ele não a usa despoticamente; Seu Conselho e Seu Propósito são orientados pela sua natureza amorosa e longânima. É óbvio que nem todos pecadores responderão positivamente ao Seu amor e à Sua Palavra, mas isso não se dará por um "decreto oculto" de Deus estabelecido na eternidade, mas pela obstinação e contumácia deliberadas destes pecadores.

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  7. Se a eleição se baseia na previsão de Deus de que seus eleitos vão crer e também perseverar, então nenhum crente nesta vida pode afirmar ser eleito, pois não sabe se vai perseverar até o fim. Apenas poderemos falar que os crentes que morreram foram eleitos. O problema disso é que que os Apostolos afirmam que não apenas os que falecidos, mas os crentes em vida de igrejas especificas são eleitos. Como Paulo que não tinha presciencia poderia falar que rufos era eleito? Como Paulo previu a perseverança de rufos e tinha a certeza que rufos não se desviaria? Paulo nao tinha presciencia e por isso nunca poderia ser capaz de prever a perseverança dele e por isso não poderia saber quem era ou não eleito e por isso na visão arminiana, Paulo não poderia afirmar com veracidade que Rufos é eleito. Então como Paulo faz essa afirmação e sabia da eleição de rufos sem ter presciencia ? Só não vale falar que Paulo recebeu misterio e revelação, pois são voces mesmo que reclamam quando os calvinistas falam de misterio

    Saudai a Rufo, eleito no Senhor Romanos 16:13

    ResponderExcluir