11 de junho de 2019

Pentecostais, cuidado com o culto à pregação expositiva




Por Everton Edvaldo

Nos últimos anos tem havido entre os Pentecostais um grande interesse pela pregação expositiva. Isso é louvável e até mesmo maravilhoso, no entanto, alguns têm caído na falácia do engessamento. A ideia de que somente a pregação expositiva é eficaz e até mesmo correta. Alguns até já teorizam: "Somente a pregação expositiva pode salvar os Pentecostais das ameaças teológicas que assolam seus púlpitos." Tudo bobagem! 

Em primeiro lugar, é verdade que a pregação expositiva é em seus muitos aspectos, a melhor e até mesmo a mais eficaz, na hora da pregação. Porém, ela não é a única. 

Em segundo lugar, a pregação expositiva é metodológica assim como as outras. Isto significa que todas elas são metódicas e têm o seu valor e papel, e quando bem exploradas podem trazer o mesmo resultado que é o de comunicar a vontade de Deus aos homens. 

Em terceiro lugar, a própria Bíblia atesta o uso da variedade de estilos de pregação. O maior exemplo talvez seja a Carta aos Hebreus, ela que é considerada por muitos teólogos como sendo uma Homilia, tem uma estrutura que se aproxima mais da pregação temática, sistemática... 

Em quarto lugar, existem passagens das Escrituras que é impossível você pregar expositivamente.

Essa "supremacia da pregação expositiva" no meio reformado e que já é querida por muitos Pentecostais, pode até mesmo ser perigosa para nós. Perigosa? Como? Apesar de  na história do Movimento Pentecostal haver pregadores que pregassem expositivamente, é característico do próprio Movimento a pregação textual e temática. É basicamente dessa forma que conduzimos nossas mensagens evangelísticas às massas mais pobres e por incrível que pareça, aliado com outras coisas, é esse estilo de pregação que tem feito com que nós cresçamos assustadoramente como nenhum outro movimento evangelístico do mundo cristão. Substituir isso pela pregação expositiva, talvez seria um tiro no pé! Porque? Porque a pregação expositiva é atípica ao Movimento. Ela é estritamente didática, sendo melhor utilizada para fins de ensino doutrinário, para crentes.

Em última instância, toda pregação é expositiva em algum sentido, porque seja de forma textual, temática ou verso por verso, ela expõe as verdades de Deus. Porém, pregar expositivamente (versículo por versículo) não é tão simples assim.

 Não se limita simplesmente a expor versículo por versículo ou palavra por palavra. Isso é apenas uma faceta da laranja. Me admiro quando alguém me diz elaborou uma pregação expositiva em três dias, porque isso é algo trabalhoso e requer tempo de preparação. A pregação (homilia) é apenas o resultado de uma hermenêutica exegética qua analisa não apenas o texto, mas a língua, a linguagem, o autor, a mente do autor, o contexto e uma série de outras coisas. Disse isso porque aqui no Brasil, tem sido vendida uma ideia de pregação expositiva fascinante, simples e que "cola" em que qualquer situação, quando na verdade, a escolha do estilo do sermão deve depender de uma série de fatores. Por exemplo, o público, a liturgia e até mesmo a natureza do culto. Essas coisas devem nortear a nossa decisão sobre que tipo de sermão pregar.

Esse texto não é para frear o interesse dos Pentecostais por ela, mas para que se faça bom uso e não caia no engessamento de alguns reformados. Afinal, uma coisa boa pode se tornar má, não porque seja má em si, mas pela sua má utilização. Nessas horas, o bom senso deve estar aguçado! Espero que tenham entendido que não estou denegrindo-a, mas apenas decentralizando-a para que possamos manusear e explorar também outros estilos de pregação. A oportunidade é agora! Se depois desse texto, você ainda insistir em somente pregar expositivamente, lamentavelmente você está prestando culto a um método. Cuidado!

10 de junho de 2019

Os três maiores erros cometidos por uma nação




Por Everton Edvaldo

Introdução:  Ao lermos os livros de 1 e 2 Samuel, Reis e Crônicas, podemos notar, através do Espírito Santo, que os Israelitas  cometeram no mínimo três erros que os levaram a um declínio social, moral e espiritual. Vejamos um pouco do que aconteceu naquela época e que em nossos dias se repete de uma forma tão visível.
 
I- REJEITARAM A DEUS

A primeira coisa que a nação de Israel fez, foi rejeitar o governo de Deus. Pediram a Samuel um líder ao qual pudessem ver e que estivessem à frente deles. Ao observar que  as nações ao redor tinham um Rei, Israel cobiçou pra si um homem que governasse a nação. Deus entra em cena e diz: “Eles rejeitaram a mim.”

Deus permitiu e concedeu um rei a Israel, nesse tempo eles adotaram a MONARQUIA. Saul foi ungido para governar. Logo, logo daria os primeiros sinais de decadência, pois, passou a fazer o que queria, desobedecendo dessa forma ao SENHOR.

Atualmente, vivemos num mundo que nega a Deus todos os dias. Nações que se esquecem de Deus, dos Seus princípios e O desobedecem. Os governantes fazem o que querem e nem sequer ligam para o que a Bíblia diz. Os ESTADOS UNIDOS, que por muito tempo carregou a bandeira do Cristianismo, tem se afastado do SENHOR. Sabe como? Tirando o ensino Bíblico, se opondo ao cristianismo nas escolas, corrompendo-se na política, saúde, segurança, no lazer, na Ciência, etc.

Infelizmente esse cenário tem se repetido em quase todas as nações. Porque isso acontece? Porque o deus desse século cegou-lhes o entendimento. Só um governo que leve Deus a sério terá a eficiência sobre as pessoas.

II- PERDERAM A UNIDADE.

Ou seja, dividindo-se. Durante o reinado de Davi e Salomão, o governo de Israel era forte e centralizado. Foi uma época de crescimento, desenvolvimento e expansão. O povo tinha um único governo. Porém, após a morte de Salomão, (filho de Davi) o governo rachou-se. Seu filho (Roboão), governava apenas duas tribos: Judá e Benjamim. Já Jeroboão (que não era da linhagem real) governou como rei sobre 10 tribos. Resultado? O povo que seguiu Jeroboão, entrou pelo caminho da prostituição, idolatria, apostasia e pecado. Isto aconteceu porque esse governante influenciou o povo a se desviar dos caminhos de Deus. 

Não só o povo se viu dividido, como também os reis que inclusive viviam em conflitos constantemente. Essa cena se repete exatamente em nosso dias. Qualquer nação precisa aprender a cultivar a unidade interna, afim de não sucumbir.

Certa vez Jesus falou que um reino dividido contra si mesmo se destrói. Atualmente, vemos como os governantes entram em conflitos administrativos, econômicos e políticos, por estarem divididos, coxeando em dois pensamentos. Infelizmente, esses comportamentos geram a insatisfação da população, trazendo distúrbios sociais e mutilando a ordem pública. 

Muitos governantes se aproveitam da ingenuidade do povo para pode usufruir do poder, dinheiro e fama. Para isso, usam de todos os meios, inclusive a corrupção. 

O partidarismo quando mal representado, pode levar uma nação à ruína. Alguns se acham no direito de defender seus próprios benefícios e interesses em detrimento das necessidades da nação como um todo.

III- TAPARAM OS OUVIDOS À VOZ DE DEUS.

Ou seja, não dando ouvidos à voz de Deus. Os Governantes e o povo de Israel não ouviam às advertências dadas por Deus, negando dessa forma Sua justiça e juízo. Em Israel, alguns reis nem sequer lembravam-se das leis de Deus. 

Como consequência das suas ações, Deus achou por bem, punir e disciplinar a nação, permitindo que fossem levados para a Assíria em cativeiro. Com Judá não foi diferente. Nabucodonosor invadiu Jerusalém por três vezes e derrubou suas fortalezas, queimou suas casas e pôs abaixo o templo de Salomão.

Hoje, as pessoas não se importam mais com Deus. Vivem como se o Criador não existisse. Alguns têm a ousadia de formular leis contrárias à Palavra de Deus, leis quem ferem a Sua santidade. Para isso usam todo tipo de malícia. Aprovam casamento de pessoas do mesmo sexo, aborto, liberalização das drogas, eutanásia etc.

É de esperar que uma nação assim não receba a bênção de Deus. A nação que se esquece de Deus está caminhando para um abismo sem volta, a menos que se arrependa dos seus pecados. O Salmista disse: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que ele escolheu para sua herança.” (Salmos 33.12).   

Conclusão: Não só as nações como o mundo em geral tem se desviado dos caminhos do SENHOR. Na medida que se afastam, as doenças aumentam, pestes, corrupção, guerras, queda econômica, os direitos humanos são ignorados, tudo isso sinalizando que já estamos no princípio das dores. Há tanta fome, miséria, terremotos, desestruturação familiar e etc. 

A fim de não se voltar para o SENHOR, o homem busca refúgio em sua própria inteligência ou capacidade. Quero deixar explícito que a tecnologia pode trazer vários benefícios  para uma nação, menos a bênção de Deus. 

A bênção do SENHOR repousará sobre os corações dos contritos, arrependidos e humildes. O segredo de uma nação bem sucedida está no Deus de Israel. A Ele pertence a glória, o poder e a majestade.

Não adianta colocar as esperanças no capitalismo, socialismo, comunismo, materialismo, hedonismo, humanismo, ateísmo ou modernismo. A verdadeira solução está apenas em Jesus, Jesus e Jesus!!!

3 de junho de 2019

Manifestações carismáticas no livro do Êxodo.


Por Everton Edvaldo.

O livro do Êxodo é um tratado sobre os grandes feitos do SENHOR.

É o mais carismático dos livros do Antigo Testamento.

Manifestações "sobrenaturais" é algo que Moisés coloca em jogo, à todo momento. 

Para você ter ideia, de 40 capítulos, 20 deles relatam ou testificam alguma manifestação divina sobre algo/alguém. 

Vejamos agora, quais são essas passagens:

• Moisés e a Sarça (3.1-22).

• Moisés é empoderado por Deus para revelar Sua vontade ao Faraó e trazer juízo à nação (4-12.12).

• Deus é glorificado na milagrosa abertura do Mar e na derrota de Faraó.

• As águas de Mara se tornam boas (15.25). "O Senhor que os cura."

• Deus manda o Maná e as codornizes (16.1-15). "O Senhor os alimenta."

• Água jorra da Rocha (17.1-7). "O Senhor mata sua sede."

• Os amalequitas perdem para Israel (17.8-13). O Senhor concede vitória ao seu povo. 

• A Teofania do Monte Sinai (19.16-19).

• A escolha dos artesãos do tabernáculo (31.1-5).

• A tenda do Encontro (33.7-11).

• O rosto resplandecente de Moisés (34.29).

• Os artesãos do tabernáculo (35.30-35).

• A glória do SENHOR enche o tabernáculo (40.34-38).

1 de junho de 2019

Paulo e os dons do Espírito Santo



Por Everton Edvaldo

"1 Coríntios 12,13 e 14 é considerado por muitos Pentecostais como um mini-tratado sobre os dons espirituais. Nessa perícope, o apóstolo Paulo faz três coisas:

 1- Ele está informando aos crentes coríntios a natureza, o propósito e o exercício dos dons e dedica pouco tempo na conceituação deles, porque a igreja estava bastante familiarizada com essas manifestações. O que para nós hoje, é fruto de especulação muitas vezes, para os coríntios não era, pelo menos na prática.

 2- Paulo elenca que o uso dos dons sem o amor, não é um caminho excelente. No capítulo 13, temos umas das exposições mais belas sobre o amor-dom, ou o amor que deve acompanhar o exercício de todos os dons que são para serviço e edificação da igreja, ou seja, do outro.

 3- Ele faz correções de alguns abusos e estabelece o principio da ordem e da decência. Apesar de não menosprezar o beneficio individual de alguns dons (por exemplo, o dom de variedade de línguas), Paulo prioriza a edificação coletiva. E nessa coletividade, estava ocorrendo excessos nas manifestações de alguns dons (ao que parece no de línguas e profecia). Ao invés de jogar o bebe fora com a água suja do banho (como alguns fazem hoje), Paulo se vale de um aplicativo circunstancial e os instrui, não para os proibir, mas para que os façam de maneira sábia e com bom senso, pois na teologia paulina, o falso não tira o valor do verdadeiro e no culto, há espaço para todos. 

Interessante que na época de Paulo, Corinto era uma das cidades mais entregues ao misticismo do mundo. Há relatos inclusive de pagãos que falavam em línguas estáticas. É por essas e outras questões que esses capítulos são tão importantes nos dias de hoje, porque é justamente nesse cenário e contexto que vivemos. Primeiro para discernirmos o que é divino do que é carnal e às vezes, diabólico e por último, para que através de nós, a multiforme sabedoria de Deus se torne manifesta." 

27 de maio de 2019

O que a batalha de Davi x Golias nos ensina


Por Everton Edvaldo.

A INFERIORIDADE DE DAVI NÃO O IMPEDIU DE SAIR VITORIOSO.

 • Davi era pequeno, Golias maior. A vitória de Davi nos mostra que Deus também usa coisas pequenas para fazer grandes milagres e superar grandes desafios.

• Davi era mais fraco, Golias mais forte. A vitória de Davi nos mostra que Deus usa o fraco para vencer o forte. Nem sempre os mais fortes ganham.

• Davi estava em desvantagem, Golias em vantagem. A vitória de Davi nos mostra que a vantagem de alguém não nos impede de sairmos campeões.

• Davi estava menos equipado que Golias. A vitória de Davi nos mostra que Deus usa as coisas vis e desprezíveis para confundir as sábias. 

• Davi estava rodeado de pessoas assustadas, acuadas, sem condições psicológicas de superar e vencer. Enquanto que Golias estava acompanhado por um exército forte, corajoso, bem treinado e poderoso. A vitória de Davi nos mostra que quando Deus quer operar o milagre, só a sua presença já é o suficiente. 


A ESPIRITUALIDADE DE DAVI CONTRIBUIU PARA SUA VITÓRIA.

 • Davi lutou por uma causa divina (a batalha de Deus), enquanto que Golias lutou apenas pelo seu povo e exército. 

• Davi via as coisas na ótica divina, enquanto que Golias via as coisas na ótica natural. Na ótica divina, Davi era o gigante e Golias o anão. 

• Davi confiava na força de Deus, enquanto que Golias confiava em si próprio.

• Davi não mostrou seus problemas a Deus, mas Deus aos seus problemas. 

20 de maio de 2019

Se os dons não cessaram, porque eu não os vejo?


Por Everton Edvaldo

O cessacionista argumenta: "Se os dons não cessaram, porque eu não os vejo?" Como podemos explicar isso?

O fato de alguém não ver os dons, pode ter como resposta lógica-argumentativa, no mínimo, uma dessas quatro explicações. 

1- Você não os vê porque cessaram.

2- Você não os vê porque suas manifestações são raras no mundo cristão. 

3- Você não os vê porque porque suas manifestações não acontecem no ambiente em que você transita. 

4- Você não os vê, porque mesmo sabendo, assistindo, ou enxergando suas manifestações, a pessoa recusa-se a reconhecê-las como dons divinos e parte para a incredulidade. 


Logo, essa objeção é fraca, pois se refletirem bem, existem 3/4 de possibilidade de os dons não terem cessado, enquanto que apenas 1/4 de terem cessado. Quando um cessacionista toma a primeira explicação como verdade, está desprezando todas as outras possíveis respostas.

13 de maio de 2019

Considerações sobre o autor de Gênesis


Por Everton Edvaldo.


A tradição judaica, a Bíblia e os teólogos cristãos-conservadores atribuem a Moisés, a autoria do livro de Gênesis. Durante a leitura desse maravilhoso livro, pude verificar que o autor de Gênesis possui algumas características. 

1. O autor é alguém que fez uso de documentos antigos. 

2. O autor é alguém que teve acesso a tradições orais. 

3. O autor é alguém que está familiarizado e atualizado não só com o passado como também com o presente. 

4. O autor é alguém extremamente inteligente.

5. É um hábil escritor. 

6. O autor é uma pessoa precisamente qualificada, detalhista e organizada. 

6 de maio de 2019

O que aprendi com Enoque.


Por Everton Edvaldo.


• Quem anda com Deus vive coisas surpreendentes. 

• Quem anda com Deus vive coisas extraordinárias.

• Quem anda com Deus vive coisas novas. 

• Quem anda com Deus desaparece e deixa Deus aparecer.

• Quem anda com Deus faz história.

• Quem anda com Deus influência toda uma geração.

• Quem anda com Deus deixa um legado a ser seguido.

Sobre ele, o autor do livro Eclesiástico apresenta como "exemplo instrutivo para todas as gerações." (Eclo 44.16).

29 de abril de 2019

Se a Evidência do Batismo é o Falar em Línguas, como ficam os mudos?




Por Everton Edvaldo. 

Esta é uma objeção frequentemente oferecida por aqueles que discordam que o falar em línguas é a evidência inicial do Batismo com o Espírito Santo. Eu penso que existem outras objeções mais fortes e sólidas, mas esta, nunca foi uma delas. 

Primeiramente, os casos de mudez exclusiva são muito raros.  A maioria dos mudos, na verdade são surdos-mudos. Eles não se comunicam oralmente conosco, porque não ouvem. A expressão deles está ligada à compreensão. Como falarão, como nós, se nunca ouviram? Os problemas de mudez decorrem de um erro de audição, porém, o aparelho vocálico, a língua e os sons, deles estão intactos. É por isso que a maioria deles, aprendem a falar mediante memorização. 

Tendo em vista que o problema deles não está na língua, mas no ouvido, o que lhes impede de falar em línguas ao ser batizado com o Espírito Santo? O dom de línguas, não pode ser aprendido, pois é uma dádiva divina. É o Espírito Santo quem a dá. Logo, soberanamente, não há problema nenhum para um mudo falar em línguas. Isto significa que esse argumento não compromete a doutrina da evidência inicial.

E vou além: Em nosso tempo, Deus não só tem poder para curar da surdez e mudez, como tem feito dessa forma na vida de várias pessoas. Elas são curadas e falam em línguas, para a glória de Deus. 

Eu penso que a doutrina da evidência inicial pode ser questionada, mas não com argumentos tão fúteis e incrédulos. 

Outra coisa que devemos refletir é acerca de alguns críticos que alegam que não podemos fundamentar doutrinas apenas com experiências mas com base na experiência de um mudo, querem negar essa doutrina. É algo muito incoerente, não?

22 de abril de 2019

O aspecto racional do culto Pentecostal.




Por Everton Edvaldo

Esse é um tema pouco abordado dentro das igrejas Pentecostais, no entanto, é de suma importância, pois, nós temos que dicernir o que é manifestação do Espírito do que é reação nossa às experiências do Espírito Santo e também o que é carnal, falso e demoníaco. Ou seja, devemos aprender a identificar a natureza dessas experiências. É divina, humana ou demoníaca? São três coisas distintas!

O Movimento Pentecostal é conhecido dentro dos círculos tradicionais como um movimento que incentiva e estimula o contato com aquilo que é transcendental, místico (não misticismo) e sobrenatural. Devido a isso, há quem pense que a fé Pentecostal é irracional. Já outros pensam que em razão disso, as experiências manifestadas em nosso meio não são subjugadas à nada.

Entretanto, a fé Pentecostal não é irracional e além disso, reconhecemos que é possível aquilo que é sobrenatural caminhar com o que é racional. Não há um abismo entre os dois.

O que é a 1 Carta aos Coríntios, se não um chamado à reflexão racional da vida e das doutrinas cristãs? Lá, o apóstolo Paulo combate (dentre outras coisas), uma série de distorções a respeito da manifestação do Espírito Santo (em especial sobre os dons espirituais).

Sendo assim, nós Pentecostais, acreditamos que as experiências que temos com Deus, podem e devem ser subjugadas às Escrituras. Por exemplo, sobre as profecias, Paulo disse que deveríamos julgá-las. Sobre a quantidade de pessoas que falassem em línguas, Paulo disse que houvessem dois ou três, ou seja, não muitas e ainda ressaltou que tudo fosse feito com ordem e decência. Todos esses aspectos implicam numa racionalidade no culto. O Espírito Santo jamais anulará a nossa consciência na hora de manifestar-se através de nós, muito menos tirará a nossa razão, violando nossas faculdades intelectuais.

É por isso que devemos ter cuidado com algumas ditas "manifestações espirituais" na igreja. Lamentavelmente, muita coisa tem sido vendida como experiência Pentecostal por aí. Há cultos que  parecem mais uma sessão espírita do que uma autêntica reunião para adorar a Deus. Porém, devemos ter cuidado, pois, como já diz o ditado popular: "nem tudo que brilha (ou reluz), é ouro".

Atualmente, muitas dessas experiências estranhas estão se popularizando e precisam ser combatidas, como por exemplo: unção do riso, unção do dente de ouro, unção do cai-cai, unção do latido, unção de Manassés, unção do helicóptero, theomania, profetadas, entre outras coisas.
Eu não ignoro o fato de que na história da igreja houveram episódios em que algumas dessas experiências foram vividas por homens de Deus. O problema é que as pessoas estão pegando o que é pontual e transformando em doutrina e liturgia, engessando dessa forma, a manifestação do Espírito Santo. Sem falar que muitas dessas experiências (muito bem documentadas por livros cristãos), foram reações dos cristãos ao Espírito Santo de Deus.

É preciso deixar bem claro que natureza dessa manifestações quase nunca é divina. Muitas vezes, não passa de emocionalismo das pessoas. Outras, tratam-se de induções psicológicas que desencadeiam numa série de reações no corpo das pessoas. Geralmente, tais práticas são feitas por pastores comprometidos (não com a Bíblia), mas com técnicas de hipnose, etc. E por último, lamentavelmente, há casos em que não passa de pura ação demoníaca.

Outras coisas também afetam a racionalidade do culto Pentecostal. Por exemplo: super valorizar o louvor em detrimento da exposição da Palavra de Deus; pregações antropocêntricas e motivacionais, gritarias desnecessárias que perturbam a ordem do culto, etc.

O remédio para isso está nas Escrituras. Precisamos ter mais domínio próprio nos cultos, ordem, decência e acima de tudo, amor! É urgente a necessidade de cultuarmos a Deus com entendimento!

Eu reconheço que nós Pentecostais devemos promover mais reflexões sobre esse tema e na prática, julgar e combater manifestações irracionais em nosso meio. A você cristão Pentecostal, minha recomendação é: não consuma qualquer experiência dos outros, você é um ser pensante! Submeta elas às Escrituras, julgue-as e as descarte se não estiverem dentro dos padrões bíblicos.

21 de abril de 2019

O Martírio de Inácio, Bispo de Antioquia.



Por Everton Edvaldo

Em 107 d.C, o imperador Trajano mandou prender e trazer Inácio, Bispo da igreja de Antioquia (na Síria), para Roma. Inácio (cujo alguns estudiosos identificam com a criança que Jesus colocou no colo em Mateus 18.2) tinha sido discípulo do apóstolo João e foi consagrado pelo apóstolo Pedro ao ministério como Bispo na igreja em Antioquia que nesta época era a terceira maior cidade do império romano. Ele foi Bispo dessa igreja por mais de 40 anos! Durante a viagem até Roma, multidões de crentes se reuniam nos portos para vê-lo pela última vez. Foi nessa viagem que escreveu 7 cartas, uma delas aos crentes romanos que vivam na corte do imperador e podiam de alguma forma tentar livrá-lo do martírio, impedindo-o de encontrar com seu Deus. Então ele escreveu o seguinte:

"Deixem-me ser alimento de feras selvagens- é assim que posso chegar a Deus. Sou trigo de Deus e vou ser triturado pelos dentes de feras selvagens para ser transformado em pão puro para Cristo. Eu preferia que vocês atiçassem as feras para que elas possam ser meu túmulo e para que não sobre nem um resquício de meu corpo... Que emoção terei diante das feras selvagens que estão preparadas para mim! Espero que acabem logo comigo. Vou aliciá-las para que me devorem logo e não fiquem à distância, como às vezes acontece, amedrontadas. E se elas se mostrarem relutantes, eu as provocarei... Que venha o fogo, a cruz, a luta com feras selvagens, o arrancamento de ossos, a laceração de membros, a trituração de meu corpo inteiro, as cruéis tortura do diabo- só me deixem chagar até Jesus Cristo." (Carta aos Romanos 4-5).

Nesse mesmo ano, no último dia de jogos do Coliseu, Inácio foi lançado aos leões e teve seu corpo estraçalhado pelas feras diante de milhares de pessoas que lotaram a arena. A tradição conta que seu coração foi achado e tinha escrito o nome: "Jesus."


15 de abril de 2019

7 curiosidades sobre Moisés no livro de Êxodo.




Por Everton Edvaldo.

1. Quando estava na presença de Faraó, Moisés não o revelou as reais intenções que eram de tirar Israel do Egito para sempre, mas falou ao monarca que:

a) Era para celebrar uma festa no deserto (Ex 5.1; 10.9). b) Era para cultuar (Ex 8.1,20; 9.1,13; 10.3). 

2. Diferente do que muitos pensam, foi a vara de Arão e não de Moisés que: 

a) Transformou-se em serpente na presença de Faraó (Ex 7.9,10). 

b) Transformou as águas dos rios em sangue (Ex 7.19). 

c) Foi usada para trazer a pragas da rãs (Ex 8.5,6). 

d) Foi usada para trazer a praga dos piolhos (Ex 8.17).

3. Moisés não liderava o povo de Israel  sozinho. Conforme o tempo foi passando, Moisés contava com o auxílio de pessoas para liderar o povo, como por exemplo: Arão (Ex 7.1), vários chefes que julgavam as causas simples do povo (Ex 18.24) e Josué (Ex 33.11). 

4. Moisés já tinha vivido 2/3 da sua vida, quando foi falar com o Faraó (80 anos, Ex 7.7).

 5. Moisés era muito importante na terra do Egito, tanto aos olhos do Faraó e de seus subordinados como aos olhos do povo (Ex 11.3). 

6. Várias pessoas pensam que o Tabernáculo foi o primeiro recinto construído afim de abrigar a religião judaica, todavia, antes dele, Moisés pegava uma tenda, armava ela fora e bem longe do acampamento e quando o povo queria buscar ao Senhor ia até ela. Moisés chamou ela de tenda da revelação (Ex 33.7). 

7. Apesar de Deus ter dito que escreveria as palavras na segunda tábua da lei (Ex 34.1), quem escreveu nela foi Moisés (Ex 34.28). 


13 de abril de 2019

Se Deus é bom e controla todas as coisas, isso significa que Ele é responsável por todas as catástrofes, desastres naturais e guerras? 



Por Everton Edvaldo.

A resposta é "não" e eu vou explicar o porquê! É verdade que Deus controla e governa todas as coisas. A Bíblia é bem clara e incisiva em dizer que as rédeas da história estão nas suas mãos. No II século depois de Cristo, Inácio, bispo de Antioquia escreveu assim na sua carta aos Efésios: "...tudo está sobre o controle de Cristo." (Carta aos Efésios 8.2).

No entanto, isso não significa que Ele causa, manipula ou determina cada coisa que acontece na terra meticulosa, absoluta e exaustivamente. Do contrário, todos nós seríamos marionetes e tudo quanto fizéssemos de ruim, na verdade estaria dentro da vontade de Deus, fazendo dEle tão mal ou porque não dizer, pior do que nós. Ou seja, até mesmo a desobediência, na realidade, seria uma obediência aos seus decretos. Então como podemos definir esse controle?

A definição de controle e governo de acordo com a Bíblia pode ser comparada em termos humanos ao comando dum capitão de um grande navio. As rédeas do navio estão nas mãos dele, ou seja, o curso. Ninguém pode alterar esse curso a não ser Ele. No entanto, o que acontece dentro do navio é de inteira responsabilidade dos tripulantes a menos que o capitão esteja envolvido diretamente em algo. Isto é, são os funcionários e tripulantes que são responsáveis pela ordem, manutenção, limpeza, dentre outras coisas que acontecem no navio. Contudo, o capitão continua no controle. 

Embora essa analogia sejas bastante limitada, podemos dizer que semelhantemente acontece no governo divino. Ou seja, embora Deus esteja no controle de tudo, há coisas que acontecem que Ele não pode ser responsabilizado. 

Sendo assim, eu diria que os desastres, catástrofes e guerras, podem ter várias causas. Eu vou trabalhar aqui apenas com três: a divina, humana e natural. 

Divina: Diferente do que ensina o Deísmo, o Deus da Bíblia intervém na Sua criação e Ele faz isso da forma como Lhe aprouver desde que não o faça de modo ditatorial, tirânico e/ou sem amor. Somado a isso, Ele governa e regula Sua criação, muitas vezes, fazendo com que venha sobre  a humanidade: guerras, desastres e catástrofes. Contudo, Ele não faz isso de maneira antiética, arbitrária, sagaz ou sádica, mas sempre como resposta ou resolução para o homem, seja para castigá-lo ou prová-lo. Isso faz parte da forma como Ele regula e governa o mundo. Deus pode enviar essas coisas sobre um povo ou uma nação com no mínimo, quatro objetivos: 

A) Juízo. O dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, as dez pragas do Egito, o extermínio dos cananeus e várias  desgraças que aconteceram com Israel ao longo da história, são claras demonstrações do juízo, ira e insatisfação de Deus com a humanidade. É difícil entendermos o porquê Ele faz essas coisas, pois assimilamos bem o conceito de um Deus amoroso, bondoso e misericordioso, mas infelizmente, esquecemos ou relutamos em entender que Ele também é justo e não se agrada das más obras que o homem faz. Nenhum mal moral escapa dos Seus olhos e se Deus não lhe trouxer juízo neste presente século, o fará definitivamente no Juízo Final.

Por vezes, esse juízo divino vem ainda em vida e muitas vezes, através de uma guerra ou desastre (Is 45.7; Mq 2.3; Am 3.6 ). Apesar disso, não devemos nos esquecer que até nessas coisas podemos ver a mão misericordiosa de Deus que nos dá tempo e oportunidade para o arrependimento. Ele também traz essas coisas para corrigir nossos passos e maus caminhos.

B) Provação e disciplina. Já há outros eventos dessa natureza que Deus traz para provar nossa fé, nos amadurecer e desenvolver. Talvez o maior exemplo bíblico seja o de Jó. Graças a todas as perdas de Jó, ele pode conhecer verdadeiramente quem era o SENHOR. 

O Salmista disse: "Pois tu, ó Deus nos submeteste à prova e nos refinaste como a prata. Fizeste-nos cair numa armadilha e sobre nossas costas puseste fardos. Deixaste que os inimigos cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água, mas a um lugar de fartura nos trouxeste." (Salmos 66.10-12).

O apóstolo Pedro coloca de uma forma de forma didática, a seguinte verdade:

"Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhe estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes vocês são, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome. Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e se começa primeiro conosco qual será o fim daqueles que não obedecem a Deus? (1 Pe 4.12-17). 

Veja ainda o que diz Tiago 1.2-4  e Deuteronômio 8.2.

Perceba que nesses versículos está em foco o juízo e a provação de Deus. Há momentos em que Ele traz isso para nos refinar, se revelar ou nos levar a um maior nível de intimidade com Ele. 

Já o autor aos Hebreus trabalha esse assunto sob outra ótica: a da disciplina. Ele disse:


"Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual filho que não é disciplinado por seu pai? (Hb 12.7).

C) Ensino. Em todas as coisas ruins há a oportunidade de extrair as mais diversas  e ricas lições. Jesus disse: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." O apóstolo Paulo falou: "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que em ti confiam." E em outro lugar, ele disse: "Em Cristo, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou."

Todas essas coisas apontam para quem está conosco, cuida e governa sobre nós. Qualquer coisa que vier da parte dEle, será para me ensinar lições incríveis e fortalecer minha fé; por isso, apesar de não ser algo fácil, devo receber com graças (em tudo dai graça) e paciência.


Que experiências teria Davi para contar se não fosse perseguido, confrontado e desafiado pelos mais temidos inimigos? Ele teria outras experiências, é verdade, mas nós não o veríamos do mesmo jeito. E o que seria de Israel se vivesse apenas períodos de glória?


Em algumas pessoas, a dor gera quebrantamento, disposição e revela quem de fato somos! Sem Deus: fracos! Com Deus: fortes!

D) Revelar Sua Providência. Todas as coisas que Deus faz é com um fim. Portanto, pode acontecer dEle nos desertar das bênçãos materiais, de uma terra ou de nossa família com algum objeto que talvez não fique claro nesta vida. Todavia, nós devemos ter em mente uma coisa: Tudo que Deus faz é para Sua glória. Sendo assim, se é para a glória de Deus (João 11.4) eu não devo perder a fé nem ficar desanimado.  O Deus que me sustém está no controle de tudo. Às vezes, Ele nos tira algo para que passemos a vê-lo com mais nitidez em nossa vida. Sim, nós podemos ver Deus nas perdas, na angústia, no luto e na dor. A providência de Deus permeia todas as coisas e nada foge do Seu controle. Porém, devido à nossa pecaminosidade, isso talvez não esteja tão claro para nós. A nossa sociedade se acostumou a pensar da seguinte forma: "se alguém prospera nesta vida, Deus está com ele. Por outro lado, se essa pessoa passa por privações, dificuldades e aflições, Deus está exercendo juízo sobre sua vida." É nesse momento que a providência chega, mostrando que nos piores momentos da nossa vida, Deus está conosco e que não devemos focar na tempestade, mas em quem está no barco. A providência de Deus revela quem Ele é, o que faz e como interage conosco. Eu não preciso entender racionalmente todas essas coisas. Eu só preciso crer! 

2. Humana. Outros eventos dessa natureza são causados pelo homem e permitidos por Deus. Desta forma, o homem é o responsável  direto delas e não Deus. As más ações do homem na natureza destroem a terra e contaminam o cosmos. Graças ao homem, muitas espécies de animais estão sendo extintas, rios estão mudando seu curso natural ou simplesmente desaparecendo do mapa; os oceanos estão avançando sobre os litorais, a camada de Ozônio vem sendo danificada em razão das queimadas e o avanço das indústrias, as reservas naturais de árvores estão sendo desmatadas, etc. Além disso, o homem planeja o mal a momento. Ele fomenta guerras, promove a fome, entre outras coisas. Sendo assim, eles são inteiramente responsáveis e não Deus. Deus as permite, mas não as aprova muito menos têm prazer nelas. Ele simplesmente as tolera. A Bíblia diz que logo após a entrada do pecado no mundo, a terra se encheu de espinhos. Em outro texto, ela fala que a criação inteira geme por causa do pecado. Lembro-me do ataque ao World Trade Center. Dois aviões terroristas se chocaram com duas torres e poucos minutos após o ataque, ambas ruíram até o chão matando quase 3.000 pessoas. E quem não lembra do Holocausto comandado por Hitler que matou 6 milhões de judeus? E da Bomba de Hiroshima que além de matar, deixou sequelas pro resto da vida de quem vivenciou esta calamidade? Aqui no Brasil, recentemente teve a tragédia em Brumadinho que deixou centenas de pessoas desaparecidas e mortas. Tudo isso é de inteira responsabilidade humana. As fortes chuvas no Rio de Janeiro que estão inundando a cidade é o resultado de um péssimo saneamento, estrutura e administração que há anos vem desmatando os morros e construindo onde não é para ser construído. 

Deus está no controle dessas coisas, mas não têm prazer nelas. No entanto, Ele permite que as consequências venham como resultado das más ações do homem. 

3. Natural. Por último, há coisas que acontecem de forma natural, sem nenhuma ligação direta com o homem ou Deus. Exemplo: tornados, furações, erupção de vulcões, terremotos, maremotos, raios, etc. Tais coisas também estão debaixo do governo de Deus que as permite que aconteça, é verdade. 

Alguns Deus usa para julgar o homem, mas outros estão seguindo apenas o curso natural da terra. O Planeta se renova o tempo todo nas mais diversas e estranhas maneiras. No entanto, eu penso que não deveríamos culpar Deus por permitir que essas coisas atinjam muitas vezes, a humanidade. Porém, imagina quantas vezes Ele já não as regulou e não permitiu que elas nos prejudicassem? Quantos meteoros em direção à terra já foram repreendidos e mudados de direção pelas mãos do criador e que nós nem sabemos? Lembremo-nos da tempestade que se levantou quando Jesus e os discípulos estavam no barco. Deus permitiu que ela se levantasse, mas não deixou que ela os vencesse. Esse é um lado da moeda. Porém, em outra ocasião, Deus permitiu que uma tempestade se levantasse na viagem em que estava o apóstolo Paulo. O navio ficou completamente destruído, embora todos os tripulantes tenham sobrevivido.

Então não devemos subestimar, nem temer. Há tragédias que Deus permite que venham sobre nós, mas que nos ensinam muito. A natureza, às vezes, assusta o homem. Porém, maior é o Deus que a criou. A dor é pedagógica e porque não dizer: uma das maiores professoras. 

Conclusão: Sendo assim, Deus não é responsável por todas as guerras, catástrofes e desastres que acontecem, porém mais importante que isso, é que Ele continua no controle e governo de tudo sem mudança, nem sombra de variação. Ele subsiste eternamente e eu me contento com isso.