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14 de junho de 2019

11 tipos de pregadores que são prejudiciais à igreja de Cristo




 Por Everton Edvaldo

Certo dia eu tava lendo numa revista que os evangélicos já totalizam 35% da população brasileira. Eu ficaria muito feliz se esses números correspondesse à realidade. Cada vez mais, cresce o número de simpatizantes do cristianismo que se dizem evangélicos na teoria, mas que na prática, são ateus. Isso acontece porque muitos são convencidos no lugar de convertidos. Esse fenômeno tem como uma das suas causas, a pregação franzina de muitas igrejas. É verdade que as igrejas estão crescendo assustadoramente, mas será que a qualidade acompanha a quantidade? Certamente não!

Em muitos púlpitos, encontramos facilmente o famoso pregador industrializado. Este, tem várias modalidades como por exemplo:

1- Pregador Ostentação.

É aquele que fala muito e comunica pouco. Ele conhece de Gênesis à Apocalipse e despeja muita informação na durante a Pregação, porém o povo sai sem entender nada e mal se lembra em que passagem a pregação se baseou. Geralmente, esse tipo de pregação consegue prender a atenção e admiração da igreja para com o pregador que ao mesmo tempo se sente realizado quando vê a igreja cheia de manifestações emotivas.

2-  Pregador Caldo de Cana.

É aquele que só prega mensagens açucaradas. Ele adora pregar que Deus é amor e geralmente recheia sua pregação do seguinte jargão: "venha como estás e continue como estás. Deus te ama assim  como você é." Esse tipo de pregador ama massagear o ego da igreja, dizendo coisas que ela se agrada e que todo mundo deseja.

3- Pregador Corretor dos imóveis de Deus.

Ele passa a pregação todinha distribuindo chaves de carro, apartamento e transferência de dinheiro da conta de "Deus" para a conta dos crentes. Para eles, a fé precisa ser materializada em bençãos físicas e financeiras. Por isso, eles tem uma preferência por passagens do Antigo Testamento.

4- Pregador Panela de Pressão.

A pregação dele é "fervorosa". Ele muda o tom da voz, para mostrar mais autoridade e espiritualidade. Às vezes, fala que a unção de Deus tá tão grande que ele sente vontade de pular. Ele faz movimentos bruscos no púlpito e alega que não consegue se controlar, pois a pressão de Deus é forte!

5- Pregador Tiririca.

Este gosta de pregar com animação. Conta piadinhas e adora fazer a igreja sorrir. Também conhecido como animador de auditório, ele ama uma pregação interativa e desprendida.

6- Pregador Nostradamus. 

A pregação dele foi fruto de uma revelação divina. Nela, "Deus" diz seu endereço, onde você mora, a cor da sua roupa e até o número da sua conta bancária. 

7- Pregador Boxeador.

Esse prega dando murros no púlpito e na Bíblia. Ele também gosta de propor grandes desafios. "Se não se cumprir o que eu profetizei, eu rasgo a Bíblia" são frases típicas desses pregadores.

8- Pregador a última bolacha do pacote.

São aqueles que acham que só as suas pregações são verdadeiras. Todos os outros não sabem pregar ou falam mentiras.

9- Pregador secretário do Satanás.

Passa a pregação todinha acusando a igreja. Usa o púlpito como plataforma para desabafar. Sem falar que ele fala mais do diabo que de Jesus. Conhece o inferno de um lado para outro, pois já o visitou várias vezes através de arrebatamentos e visões.

10- Pregador João de Barro.

Aproveita o momento da pregação para entoar vários hinos. Gosta de esbanjar uma bela voz e até executa performances no púlpito. Gasta boa parte do tempo dizendo coisas que não tem nada a ver com o texto que leu.


11- Pregador com a Síndrome de Jonas.

Foge do texto que leu e nunca mais volta.

Esses são apenas alguns dos tipos de pregadores que existem. Infelizmente, estamos sentido fome espiritual e Deus conta conosco para orar e protestar contra esses tipos de pregações que são danosas ao corpo de Cristo e faz com que ele sofra de inanição.

11 de junho de 2019

O que eu tenho contra a Pregação Expositiva?




Por Everton Edvaldo

Em razão da polêmica sobre meu primeiro texto (Pentecostais, cuidado com o culto à  Pregação Expositiva), resolvi escrever outro texto a fim de esclarecer algumas coisas. Muitas pessoas não leram o primeiro texto e já teceram vários comentários discordando de algo que não leram. Eu não tenho problemas com quem discorda de mim, eu só não acho justo alguém discordar de algo que não leu. Eu costumo falar que as criticas sempre são bem-vindas, pois, é com elas que evoluo e me motivo a buscar mais informações e conhecimento.

Bem, eu acredito que muitas pessoas tenham entendido de forma errada meu primeiro texto por causa do título. Porém, o título em si é apenas uma “provocação teológica” (entenda provocação no bom sentido) para que as pessoas pensem e reflitam no que foi dito. Então espero que nesse segundo texto, as coisas fiquem mais claras. Vamos lá?

Então... Afinal, o que eu tenho contra a pregação expositiva? Nada propriamente dito, mas eu tenho algumas observações a fazer sobre seu uso nos púlpitos. 

Em primeiro lugar, em nenhum momento eu critico o uso da Pregação Expositiva nos púlpitos pentecostais. Eu sou a favor, aliás eu sou a favor do uso de todos os estilos e tipos de pregação. O que eu critico é o engessamento que já notório em alguns círculos de pregadores pentecostais que cansados de ouvir pregadores sem mensagem e que espiritualizam tudo, acabam indo para o outro extremo: agora só querem pregar expositivamente, como se isso fosse algo canônico. É como se o remédio para as pregações triunfalistas, alegóricas, místicas, espiritualistas, de auto-ajuda e coach, fosse somente a pregação expositiva, quando na verdade, é possível pregar bem e biblicamente com outros estilos de pregação.

Outra coisa que critico é a centralização, supervalorização  e exagero no uso da pregação expositiva, enquanto que outras plataformas são desprezadas e têm seu valor e papel diminuídos. 

Há quem diga que essa minha preocupação é desnecessária, pois a pregação expositiva é eficaz de qualquer forma. Isto é, tais pessoas imaginam que mesmo que haja um engessamento, qualquer pregação expositiva é melhor que as pregações bizarras que ouvimos nos púlpitos assembleanos. Porém, eu digo que essa preocupação é necessária sim! Nós Pentecostais já temos problemas demais para resolver e não se pode resolver um extremo com outro, sem falar que prevenir é melhor do remediar. Quem disser que qualquer pregação expositiva é melhor que as pregações bizarras não discerniu que não é a coisa em si que é eficaz, mas o uso que se faz dela. Isto é, uma pregação expositiva pode ser um verdadeiro fracasso se for mal feita e pode até esvaziar uma igreja (em todos os sentidos). E no lugar de ser algo prazeroso de ouvir e divinamente comunicativo, acaba sendo cansativo, rotineiro e forçado. 

Um caminho mais sábio seria pregar de acordo com a natureza das passagens bíblicas. Há textos na Bíblia que só podem ser bem comunicados se forem pregados de forma expositiva, porém, há textos que apelam ´para outros métodos e isso sim é quem determinará se será o método mais eficaz naquele momento ou não.

Quem diz que a pregação expositiva é o melhor método, precisa levar em consideração não apenas essas coisas que disse acima mas  também o momento pós-pregação. O momento pós-pregação nos permitirá fazer uma breve avaliação sobre o que a gente pode melhorar na próxima pregação e se a escolha daquele tipo de sermão foi mesmo eficaz. Bem, se houve comunicação entre a Palavra de Deus e o Seu povo, já temos meio caminho andado. As demais coisas que acontecerem no culto são apenas consequências de como o povo de Deus recebeu essa Palavra. Tendo essas coisas em mente, haverá momentos que a pregação temática, textual ou qualquer outra será mais eficaz que a expositiva, e nós devemos nos alegrar nisso, pois não é um método que opera, mas o Espírito Santo de Deus através da Sua Palavra. Ou seja, desde que seja bíblica e cristocêntrica, Deus pode operar eficazmente da mesma forma, intensidade e proporção nos mais diversos métodos. 

Alguns reformados tem feito da pregação expositiva um bezerro de ouro, e nós Pentecostais não podemos cair no mesmo erro, pois mesmo sendo um método bastante eficaz de modo geral, a pregação expositiva por não ser canônica, é uma plataforma humana, possuindo com isso uma série de limitações. Por exemplo, a Europa foi saturada durante vários anos pela pregação expositiva e hoje está morta espiritualmente. É verdade que não foi ela quem matou a Europa, porém, no mínimo, ela foi insuficiente para salvar aquele continente do liberalismo teológico. Isto é, a conta chegou para os reformados, contudo, a pregação expositiva, não foi suficiente para pagá-la. Ou seja, você consegue entender que até mesmo a pregação expositiva possui limitações? E é natural que haja isso, pois ela é um método humano.

Enquanto isso, nós Pentecostais estamos há décadas avançando com as missões pelo mundo,  pregando de forma expositiva, textual e temática, ganhando milhares de almas para Cristo todos os anos. Acredito que isso represente bem a liberdade do Espirito Santo em nosso meio. Ele é livre e não está preso a métodos humanos. À essa altura do campeonato, cair no mesmo erro dos reformados, talvez seria um retrocesso.

Por fim, existe algo  muito mais importante que o tipo do sermão,  que é a vida do pregador. Esta, deve ser um sermão vivo e móvel de Deus sobre esta terra. Um pregador que tem vida com Deus, rega seu sermão com lágrimas, fogo do Espírito Santo e gotas do sangue de Jesus.

Que Deus abençoe a vida de vocês!



Pentecostais, cuidado com o culto à pregação expositiva




Por Everton Edvaldo

Nos últimos anos tem havido entre os Pentecostais um grande interesse pela pregação expositiva. Isso é louvável e até mesmo maravilhoso, no entanto, alguns têm caído na falácia do engessamento. A ideia de que somente a pregação expositiva é eficaz e até mesmo correta. Alguns até já teorizam: "Somente a pregação expositiva pode salvar os Pentecostais das ameaças teológicas que assolam seus púlpitos." Tudo bobagem! 

Em primeiro lugar, é verdade que a pregação expositiva é em seus muitos aspectos, a melhor e até mesmo a mais eficaz, na hora da pregação. Porém, ela não é a única. 

Em segundo lugar, a pregação expositiva é metodológica assim como as outras. Isto significa que todas elas são metódicas e têm o seu valor e papel, e quando bem exploradas podem trazer o mesmo resultado que é o de comunicar a vontade de Deus aos homens. 

Em terceiro lugar, a própria Bíblia atesta o uso da variedade de estilos de pregação. O maior exemplo talvez seja a Carta aos Hebreus, ela que é considerada por muitos teólogos como sendo uma Homilia, tem uma estrutura que se aproxima mais da pregação temática, sistemática... 

Em quarto lugar, existem passagens das Escrituras que é impossível você pregar expositivamente.

Essa "supremacia da pregação expositiva" no meio reformado e que já é querida por muitos Pentecostais, pode até mesmo ser perigosa para nós. Perigosa? Como? Apesar de  na história do Movimento Pentecostal haver pregadores que pregassem expositivamente, é característico do próprio Movimento a pregação textual e temática. É basicamente dessa forma que conduzimos nossas mensagens evangelísticas às massas mais pobres e por incrível que pareça, aliado com outras coisas, é esse estilo de pregação que tem feito com que nós cresçamos assustadoramente como nenhum outro movimento evangelístico do mundo cristão. Substituir isso pela pregação expositiva, talvez seria um tiro no pé! Porque? Porque a pregação expositiva é atípica ao Movimento. Ela é estritamente didática, sendo melhor utilizada para fins de ensino doutrinário, para crentes.

Em última instância, toda pregação é expositiva em algum sentido, porque seja de forma textual, temática ou verso por verso, ela expõe as verdades de Deus. Porém, pregar expositivamente (versículo por versículo) não é tão simples assim.

 Não se limita simplesmente a expor versículo por versículo ou palavra por palavra. Isso é apenas uma faceta da laranja. Me admiro quando alguém me diz elaborou uma pregação expositiva em três dias, porque isso é algo trabalhoso e requer tempo de preparação. A pregação (homilia) é apenas o resultado de uma hermenêutica exegética qua analisa não apenas o texto, mas a língua, a linguagem, o autor, a mente do autor, o contexto e uma série de outras coisas. Disse isso porque aqui no Brasil, tem sido vendida uma ideia de pregação expositiva fascinante, simples e que "cola" em que qualquer situação, quando na verdade, a escolha do estilo do sermão deve depender de uma série de fatores. Por exemplo, o público, a liturgia e até mesmo a natureza do culto. Essas coisas devem nortear a nossa decisão sobre que tipo de sermão pregar.

Esse texto não é para frear o interesse dos Pentecostais por ela, mas para que se faça bom uso e não caia no engessamento de alguns reformados. Afinal, uma coisa boa pode se tornar má, não porque seja má em si, mas pela sua má utilização. Nessas horas, o bom senso deve estar aguçado! Espero que tenham entendido que não estou denegrindo-a, mas apenas decentralizando-a para que possamos manusear e explorar também outros estilos de pregação. A oportunidade é agora! Se depois desse texto, você ainda insistir em somente pregar expositivamente, lamentavelmente você está prestando culto a um método. Cuidado!

6 de março de 2019

A diferença entre o Pregador e o Animador de Púlpito.




Por Everton Edvaldo.

O Pregador lê o texto bíblico, expõe e aplica a mensagem à igreja, o animador lê o texto bíblico, distorce e inventa. O Pregador fala com simplicidade, o animador diz ter tido uma "tremenda e nova revelação da parte de Deus." O Pregador deixa que o Espírito Santo anime sua igreja, o Animador, tenta à todo custo obter reações da igreja como glórias, aleluias, entre outras coisas. O Pregador quer que o povo entenda a mensagem, o Animador quer que o povo se emocione com suas palavras. O Pregador prega com segurança, o Animador fica inseguro quando a igreja não reage da forma como ele esperava. O Pregador dá ênfase nas partes importantes, o Animador grita o tempo todo. O Pregador se coloca diante de Deus para que por Ele seja usado, o Animador quer usar Deus para alcançar suas finalidades. O Pregador tem referência à Palavra, o Animador bate na Bíblia e a manuseia de forma irreverente. O Pregador tem cuidado com o tempo da mensagem, o Animador quer prolongar suas palavras até tarde. O Pregador faz parte de um diálogo vertical entre Deus e sua igreja, o animador dialoga de forma horizontal entre a igreja e ele mesmo. O Pregador não força o texto bíblico a dizer o que não diz, o Animador diz o que quer e fala que foi o SENHOR. Por fim, o Pregador deixa que Deus apareça, já o animador se coloca como a estrela principal.

Nesses últimos dias, Deus tem buscado os pregadores da sua Palavra e não os animadores de púlpito.

13 de março de 2018

20 jargões usados no púlpito por pregadores sem mensagem



Por Everton Edvaldo

Hoje veremos 20 jargões que são ditos em púlpitos frequentemente por pregadores que não têm mensagem. (Obs: não é que quem usa tais frases não tem mensagem, pois pode acontecer de pregadores estarem cheios de conteúdo, e por algum motivo falar alguma delas; mas sim, aquele pregador que previamente já não tem mensagem e as usa durante o momento da Palavra).

1- "Olhe para o irmão que tá do seu lado e diga..."

2- "O melhor de Deus está por vir!"

3- "A ciência diz que quem repete, grava, então repita comigo."

4- "Cada glória que você dá, é um demônio que cai na sua casa."

5- "Hoje eu tô no óleo."

6- "Faça estremecer o inferno com seu brado".

7- "Começa a dar uma rajada de línguas estranhas onde tu estás."

8- "Ah, você não entendeu, senão teria dado um glória."

9- "Receba, Receba, Recebaaaaa..."

10- "O fogo vai pegar aqui nessa noite."

11- "Quem diz amém por isso?"

12- "Mas nesta noite eu vim aqui te dizer..."

13- "Perdeu a oportunidade de dar um glória, eu vou repetir pra você entender."

14- "Eis que te falo nessa noite..."

15- "Começa a dar Glóriaaa..."

16- "Manda glória para o alto, que Deus manda bênção para baixo."

17- "Hoje você está por baixo, mas amanhã você estará por cima, porque a roda gigante gira."

18- "É forte demais esse negócio".

19- "Hoje é noite de mistério."

20- "Apartir de hoje a tua vida nunca mais será a mesma."