11 de abril de 2019

A singularidade teológica de Lucas-Atos



Tradução: Isaac Barboza

O que causou a negligência desses dois (Lucas-Atos ) volumes, especialmente como uma unidade? Em primeiro lugar, o evangelho de Lucas foi absorvido nas discussões sobre Jesus e os outros evangelhos. Lucas sempre teve o terceiro lugar entre os sinóticos. Na igreja primitiva, Mateus era visto como o evangelho principal, tendo raízes apostólicas e sendo visto como o primeiro evangelho a ser escrito. Nos últimos dois séculos, Marcos assumiu esse papel central (...) João sempre teve uma posição privilegiada como o evangelho "espiritual", uma descrição que remonta a Clemente de Alexandria no segundo século. Então Lucas ficou meio que perdido entre eles. Em segundo lugar, Atos ficou separado de Lucas como cânone distinguido entre os evangelhos e a história da Igreja primitiva. Isso cortou os dois volumes, e as pessoas liam as obras como peças separadas. Isso fez com que os leitores perdessem os links entre os dois volumes e a história teológica que os dois volumes juntos contam. O evangelho de Lucas estava relacionado aos outros evangelhos, enquanto Atos foi deixado só em uma ilha de gênero contando a história da Igreja primitiva. A continuidade entre Jesus e o lançamento da comunidade que ele estabeleceu ficou perdida no baralhamento. O material bíblico de Lucas-Atos é provavelmente a maior e mais negligenciada parte do N.T. Dos 7,947 versículos do N.T, Lucas-Atos corresponde 2.157 versículos, ou 27,1 por cento. Em comparação, as cartas paulinas têm 2.032 versículos e os escritos joaninos têm 1.407. Além disso, somente Lucas-Atos relata a história de Jesus Cristo desde o nascimento até o início da igreja no ministério de Paulo. Essa ligação é importante, pois dá perspectiva à sequência desses eventos. Muitos cristãos consideram Mateus e Atos juntos, porque Mateus é o primeiro evangelho e os Atos incluem a história da Igreja apostólica. Mas o elo canônico é Lucas-Atos, não Mateus-Atos, pois Lucas escreveu os dois volumes. Então, pensando biblicamente, é importante manter Lucas e Atos juntos e contar a história de Atos com um olho em Lucas. [1] 

A composição de Lucas reflete uma escolha literária e teológica deliberada... Lucas conecta explicitamente as duas partes de sua história - pois é uma história única - por meio de um prólogo para cada volume. O prólogo muito curto de Atos ( 1: 1–3 ) relembra ao leitor pretendido, Teófilo (em toda probabilidade, o patrono literário de Lucas), os elementos básicos do primeiro volume. O prólogo mais longo do Evangelho ( Lucas 1: 1–4 ), também endereçado a Teófilo, na verdade serve como uma introdução à composição como um todo. Os dois prólogos juntos tornam as intenções literárias de Lucas absolutamente claras: ele quer que os dois volumes sejam lidos em sequência como partes de uma única história.[2]
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[1] A Theology of Luke and Acts: God S Promised Program, Realized for All Nations

[2] Prophetic Jesus, Prophetic Church: The Challenge of Luke-Acts to Contemporary Christians 
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8 de abril de 2019

A importância de Lucas-Atos para a igreja moderna.




Por Everton Edvaldo.

Lucas-Atos trouxe uma contribuição gigantesca para o Movimento Pentecostal e este fez com que muitas igrejas tradicionais voltassem os olhos novamente para Lucas-Atos. Todo Pentecostal deveria conhecer bem essa obra. Digo isso, não porque não deveria estudar outros livros da Bíblia, mas porque particularmente, tanto Lucas (o autor), como sua obra (o Evangelho e Atos), são pouco conhecidos no seio da cristandade. Aqui apresentarei algumas curiosidades, informações e motivos pelos quais devemos estudar essa obra majestosa!

1- Lucas-Atos é uma obra única que fala sobre a origem e disseminação do Cristianismo. Se ela não existisse, não saberíamos nossas origens.

2- É o livro mais extenso da Bíblia. "Nenhum outro autor, nem mesmo Paulo, escreveu um texto tão longo do Novo Testamento como Lucas." (STRONSTARD, p. 20).

Representa 1/4 do Novo Testamento.

3- Concentra a maior parte do Novo Testamento.

4- É o livro mais elaborado, documentado e detalhista do Novo Testamento.

5- É o texto que tem a linguagem e o vocabulário grego mais rico do Novo Testamento.

6- Possui uma didática exclusiva.

7- Foi escrito por um dos autores mais talentosos do Novo Testamento. Segundo Stronstard, "Lucas é um narrador cuidadoso e extremamente habilidoso." (STRONSTARD, p. 23). Na verdade, ele coloca "Lucas como o mais talentoso dos autores." (STRONSTARD, p. 28).

Agora apresentarei algumas peculiaridades de Lucas e de Atos.

Lucas:

• É o único que fala sobre a infância de Jesus.

• Tem uma perspectiva clínica e cuidadosa.

• É o livro que mais tem parábolas.

• Aborda Jesus como Messias- Filho do Homem, dando ênfase à humanidade de Cristo.

• É o que mais fala sobre o Reino dos céus.

• É o Evangelho que mais fala sobre o Espírito Santo. "Lucas fez dezessete referências ao Espírito Santo, em comparação com doze de Mateus, e seis em Marcos." (EDUARDO, Artur, p. 66).

• Mostra uma atenção especial dos marginalizados (mulheres e crianças) no ministério de Jesus.

• Introduz na mente dos seus leitores, a universalidade do Evangelho.

• Em Lucas há histórias exclusivas (16.19-31; 21.1-4).

• É o único Evangelho que registra os cânticos que eram cantados na igreja primitiva (Magnficat: Cântico de Maria).

• É o mais literário dos Evangelhos. Possui poemas, canções, parábolas, narrativas, sermões, etc.

Atos:

• Atos fala da origem e disseminação do Evangelho.

• Traça a origem do derramamento do Espírito Santo sobre os crentes.

• Relata como os cristãos primitivos viviam e quais desafios enfrentavam.

• Fala dos Atos dos Apóstolos e do Espírito Santo.

• Narra a conversão do apóstolo Paulo, o maior líder do Cristianismo depois de Jesus.

De modo geral, em Lucas (o Evangelho) temos um Jesus que é capacitado pelo Espírito Santo, enquanto que em Atos, vemos Jesus capacitando os seus discípulos com o Espírito Santo.

A Contribuição para a igreja moderna:

Não é verdadeiro o entendimento de que Lucas-Atos tem pouco a dizer para a experiência contemporânea. Segundo Stronstard, o "gênero adotado em Lucas-Atos é o da narrativa histórica, mas também uma dimensão didática, ou instrucional, e teológica." (STRONSTARD, p. 38).

Sendo assim, temos muito o que aprender com essa obra, pois ela oferece modelos e princípios que devem nortear a igreja. Além disso, Lucas-Atos tem uma teologia prática e carismática. Nela, aprendemos que necessitamos do poder de Deus para cumprirmos o ide e levar o Evangelho à todo o mundo!

1 de abril de 2019

Daniel na cova dos leões



Por Deyzi Silva.

Leitura Bíblica: (Daniel 6).

Autoria do livro: Daniel, contemporâneo de Jeremias e Ezequiel, que foi exilado na babilônia junto com outros jovens de linhagem real.

Data : Estudiosos da Bíblia postularam que Daniel escreve este livro durante sua vida. Os eventos retratados na Bíblia se estendem por um período entre (605 e 536 a.C) provavelmente, foi concluído no ano 530 a.C.

Propósito: Os eventos registrados e profetizados no livro de Daniel incentivavam e consolavam os judeus da época de Daniel. Embora estivessem derrotados e espalhados no exílio, seu Deus permanecia no controle da história.

Gênero : apocalíptico.

No estudo a seguir , iremos nos concentrar e entender mais sobre o acontecimento retratado em Daniel capítulo 6.
Para compreendermos melhor a passagem descrita em (Dn 6), é necessário saber quem foram alguns personagens tratados naquela época.

Quem foi Dario? De acordo com a Bíblia, foi ele quem recebeu o império neobabilônico , após a morte de Belsazar. Ele é chamado de filho de Assuero. Daniel prosperou, durante o seu reinado e o de Ciro, o persa.

Quem foi Daniel? Daniel foi um profeta de Deus, que também trabalhou para os imperadores da Babilônia e da Pérsia. Ele era muito sábio e interpretava sonhos. Daniel ficou conhecido como um homem justo, que obedecia a Deus.

Porque o rei Dario constituiu 120 sátrapas? O rei Dario estava preocupado com o problema da corrupção, por isso, constituiu 120 sátrapas e 3 presidentes.

O que eram sátrapas, e qual sua função?Sátrapa era o nome dado aos governadores das províncias, chamadas satrapias, nos antigos impérios Aquemênida e Sassânida da Pérsia. Algumas de suas funções eram : governar todo o reino, prestar conta, evitar que o rei sofresse danos e cuidar da administração do reino.

Devocional:

A babilônia tinha caído, um novo império tinha se levantado , mas os homens que subiram ao poder continuavam corruptos. O rei Dario estava preocupado com o problema da corrupção, e por isso constituiu 120 sátrapas e 3 presidentes. Constituiu fiscais do erário público. Mas aqueles que deveriam vigiar e fiscalizar se corromperam. A corrupção estava instalada dentro do palácio, nas rodas mais altas do governo de Dario.

Em meio a este cenário de corrupção e caos , havia um lírio puro. Daniel, que naquela época tinha aproximadamente 85 a 90 anos. A Bíblia nos fala que Daniel tinha um espírito extraordinário. Daniel era um homem fiel, irrepreensível , íntegro, era querido do rei , se destacava entre os demais e era um homem de oração. A Bíblia nos fala que o rei Dario, pensava em estabelecer Daniel sobre todo o reino porque nele havia um espírito excelente.
Então, os presidentes e os sátrapas procuraram ocasião para acusar Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel e não se achava nele nenhum erro nem culpa.

Então os sátrapas e governadores por inveja ou medo de que Daniel governasse sobre todo o reino , armaram uma cilada contra Daniel. E sabendo eles que Daniel orava 3 vezes ao dia , foram juntos ao rei e o propuseram o seguinte decreto , que todo o homem que fizesse petição a algum deus ou a qualquer homem, se não a ele , seria lançado na cova dos leões.

Dn 6.6-8 diz assim:  "Então, o rei Dario assinou a escritura em que não se podia revogar. Daniel pois quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa , e em cima, no seu quarto , onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes a dia se punha a orar. Então aqueles homens foram juntos a casa de Daniel, e o acharam a orar e a suplicar o seu Deus . E o entregaram ao rei. E o rei ficou penalizado , e se empenhou em salvar a Daniel. Mas já era tarde pois o decreto já avia sido lançado. Então ordenou o rei que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. E pela manhã ao romper do dia o rei chamou por Daniel com voz triste. E Daniel o respondeu; ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele ; também contra ti ,ó rei não cometi delito algum. E o rei se alegrou , e mandou tirar Daniel da cova. E ordenou o rei que jogasse na cova todos aqueles que tinham acusado Daniel, e foram jogados na cova dos leões seus filhos, suas mulheres e ainda não tinham chegado ao fundo da cova e já os leões de apoderaram deles. E lhe esmigalharam todos os ossos. Daniel pois prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro o persa ."

Meditação:

Deus não livrou Daniel da cova dos leões, mas livrou Daniel da boca dos leões!

O texto nos ensina que podemos ser fiéis a Deus em meio a corrupção!

O texto nos ensina que devemos orar a Deus, mesmo quando as adversidades baterem na nossa porta !

O texto nos ensina que Deus livra e honra , aqueles que são fiéis a ele !

Que Deus abençoe!


30 de março de 2019

Quem é a rosa de Saron, o lírio dos vales em Cantares de Salomão 2:1-2



Por Craig Keener.

Tradução: Everton Edvaldo.

Qualquer música cristã retrata Jesus como o “lírio do vale”, a “rosa de Saron” e a “mais bela das dez mil”. As canções são lindas, e o ponto delas é que Jesus é a maior beleza e desejo de nossa vida.  Nós não devemos ler o significado dessas belas canções de volta para o significado da Canção de Salomão, no entanto; a “rosa de Sarom” neste livro não se refere a Jesus, direta ou indiretamente.
 
Este livro é uma antiga canção de amor, que fornece insights maravilhosos sobre o romance, a linguagem do desejo conjugal e apreciação, lidando com conflitos no casamento (o breve conflito é 5: 2-6), o poder do ciúme (8: 6), etc. Na medida em que reflete a beleza do amor conjugal, pode também nos fornecer palavras em nossa busca apaixonada por Cristo, mas esse não é o assunto direto do livro; o livro é um exemplo prático do amor romântico entre casados. (Por exemplo, a “casa de banquete” e a “bandeira” em 2: 4 podem se referir a antigos costumes matrimoniais: enquanto os convidados estavam banqueteando a festa de casamento, a noiva e o noivo consumavam seu casamento e supostamente penduravam uma bandeira quando selavam sua união. É duvidoso que devemos ler esses detalhes como um símbolo de Cristo, quando é muito melhor lê-los como uma imagem do amor sexual entre casados no antigo Israel).
 
Mas mesmo que Canção de Salomão fosse apenas um símbolo de Cristo e Sua Igreja, como alguns supõem, a “rosa de Sarom” e o “lírio do vale” não poderia se referir a Cristo. Como na NVI, é a noiva que declara: "Eu sou uma rosa de Sharon, um lírio do vale" - tão bela quanto a mais bela das flores; seu noivo a fez se sentir amada, apesar de suas próprias inseguranças (1: 6). O noivo também a compara a um lírio (2: 2; 7: 2); ela compara sua abordagem a alguém que se move entre os lírios (2:16; 6: 2-3; ele também aplica essa imagem a ela em (4: 5). Mesmo que a Canção de Salomão fosse uma alegoria de Cristo e da Igreja (o que é muito improvável), a“rosa de Sarom” não se referiria a Cristo, mas à Sua Igreja. Mais provavelmente, é um exemplo da bela linguagem romântica que um autor inspirado poderia aplicar à sua noiva, como um guia inspirado enfatizando a importância do afeto romântico em nossos casamentos hoje.

Fonte: https://www.craigkeener.com/who-is-the-rose-of-sharon-the-lily-of-the-valley-%e2%80%94-song-of-solomon-21-2/ 

28 de março de 2019

3 lições extraordinárias sobre o Maná no deserto





Por Everton Edvaldo.

Introdução: Em Êxodo 16.1-30, encontramos um dos episódios mais emblemáticos da Bíblia. Jesus, por exemplo, usou esse episódio para falar do verdadeiro pão que desceu do céu, isto é, ele mesmo, o pão da vida (cf. João 6.31-35). 

No entanto, nós cristãos podemos fazer várias aplicações a partir desse texto e se fizermos uma meditação acurada, aprenderemos lições espirituais que quando colocadas em prática, podem evitar alguns males. 

Contudo, antes de meditarmos nas lições espirituais, precisamos entender o texto à luz do seu contexto a fim de que possamos fazer uma releitura apropriada, aplicada e prática. 

Então vamos lá...

Estamos no século XV a. C. Mais de dois milhões de israelitas estão no deserto de Sim. Eles acabaram de sair do Egito, a nação que os escravizou por mais de quatro séculos (fazia só dois meses que haviam saído). Estão cheios de ouro, prata e bronze, todavia, sentiam falta da comida do lugar que outrora habitavam (Êxodo 16.1-3).

Então da alta e sublime morada, Deus brada à Moisés: "Eu lhes farei chover pão do céu. O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia."  (Êxodo 16.4). Interessante que essa passagem demonstra o cuidado de Deus sobre a vida dos seus. Ele nos mostra que o Deus que nos chama é o mesmo que se responsabiliza! 

Deus então enviou o Maná para Seu povo. Esse "pão", conforme chama Moisés, devia ser recolhido todos os dias, exceto no sábado. Para isso, os israelitas deveriam recolher a porção dobrada no sexto dia.

O principio era: cada um devia recolher quanto precisava (Êxodo 16.18) e ninguém devia guardar nada para a manhã seguinte. No entanto, alguns de Israel desobedeceram e guardaram um pouco até amanhã seguinte (Êxodo 16.20). Já outros saíram no sábado para recolher, violando o dia santo do SENHOR (Êxodo 16. 27).

A partir desse texto, gostaria de fazer uma releitura, aplicando os seus princípios às necessidades do nosso tempo. Meu objetivo é falar apenas sobre três:

1. Em primeiro lugar, nós precisamos viver um dia de cada vez e aprender com o hoje.

Os israelitas precisavam recolher a porção diariamente.

Na sociedade pós-moderna, as nossas preocupações não se restringem ao que vamos comer. É muito mais que isso. O homem moderno tem medo do amanhã e vive atormentado por algo que ainda não chegou. Não é à toa que várias pessoas tem desencadeado crises emocionais e de pânico, síndrome do Pensamento acelerado, transtorno de ansiedade, depressão, comportamento suicida, fobias, etc. Nós precisamos parar de querer "antecipar" o futuro!

Há uma frase de Abraão Lincoln, ex-presidente dos Estados Unidos que diz assim: "A melhor coisa do futuro é que ele chega à razão de um dia de cada vez."

Sim, a nossa luta é diária. Michael Jackson, considerado rei do pop pela indústria fonográfica, cantava:

"Todo dia crie sua história. Cada caminho que você toma você está deixando seu legado.Cada soldado morre em sua glória.Toda lenda fala sobre conquista e liberdade."

Criar nossa história todo dia não tem nada a ver com o imediatismo que assola a maioria das mentes pós-modernas. Também não evoca para si a ideia de comodismo, se contentar com pouca coisa ou não se planejar para o futuro. Também não confunda com a teologia do teísmo aberto. Não estamos falando dessas coisas. Viver um dia de cada vez é qualidade de vida. Ou vivemos um dia de cada vez ou então vamos comprometer a nossa jornada. Esse texto não é motivacional, coach, auto-ajuda, é mais que isso! É como uma luz que te direciona a relaxar, respirar, desacelerar e viver debaixo da providência de Deus. Somente dessa forma poderemos equacionar uma vida espiritualmente sadia com o estresse, rotina e preocupações do amanhã.

Veja que no sábado, os israelitas não deviam sair para recolher o Maná. E o sábado foi dado por causa do homem. Era um dia de descanso para o homem e para a terra. 

Então qual a dificuldade que nós temos para obedecer esse princípio? Porque nos matamos pelo futuro incerto? A gente esquece de viver quando colocamos o trabalho, a rotina e as responsabilidades acima da qualidade de vida. Dar prioridade a essas coisas não é viver, mas simplesmente existir. E quem se limitava a somente existir, nunca está satisfeito com nada. Se soubéssemos como isso é nocivo para nossa saúde emocional, física e espiritual, daríamos mais valor à vida, aos pequenos e bons momentos, ao aconchego da família e à lugares mais calmos.

Viver um dia de cada vez, é matar um leão por dia, é não trazer os problemas da rua para dentro de casa e não trazer os problemas de casa, para rua. É zerar os momentos de tensão no fim do dia. É se reerguer como uma fênix, em meio às cinzas e escombros. Viver um dia de cada vez exige amor próprio, vontade de viver e sabedoria. É prevenir para não ter que remediar. É matar/resolver o problema o mais rápido possível e não adiá-lo para o amanhã. 

Que esta geração aprenda a viver um dia de cada vez! 

 2. Em segundo lugar, nós precisamos aprender a ver Deus nas coisas e principalmente na nossa vida. 

Com o Maná, os israelitas agora podiam ter a convicção de que o SENHOR estava na trajetória deles, cuidando de tudo. 

Perceba que o maná foi dado para provar os israelitas. Num mundo onde o mal tem se apoderado cada dia mais das coisas, nós precisamos aprender a enxergar o SENHOR na história. Os cristãos tem costume de ver diabo em tudo, mas isso tem que acabar. Há coisas que o SENHOR permite na nossa vida para nos provar e trazer crescimento/desenvolvimento. O mesmo Deus que permite que nós caminhemos pelo deserto é o Deus que manda o Maná para nos alimentar. Até quando ficaremos com os olhos fechados para o mundo espiritual? Até quando vamos acreditar em Deus mas viver como se Ele não existisse ou como se Ele não estivesse lá, no controle de tudo? As rédeas da nossa vida e da natureza estão nas mãos dEle. Então porque a gente se desespera tão fácil se o Deus todo soberano, poderoso e majestoso está conosco no barco? 

Não podemos deixar que os ventos tempestuosos tire nossos olhos do alvo! Se isso acontecer, nós iremos afundar, assim como Pedro. Mas se nós confiarmos nEle, essa miopia espiritual irá cair por terra e somente então os nossos olhos o verão tal como aconteceu com Jó (Jó 42.5) e com o cego de Jericó (LC 18.41-43). Na Bíblia, alguns personagens desejaram ver o SENHOR em sua majestade, todavia, nem sempre Ele se manifestava de forma gloriosa. Às vezes, Ele se manifestava num furacão, na nuvem, na fumaça ou na brisa. O importante é que o SENHOR podia ser visto nas coisas mais simples da vida. Talvez o maior exemplo disso seja a vinda de Jesus ao mundo. Ele tabernaculou-se entre os homens a fim de nos trazer salvação. 

Deus não ficou preso ao passado. Ele continua agindo no presente, não somente de forma transcendente mas também de maneira imanente e surpreendente. Ele está presente na nossa vida e fora dela, de modo onipresente e age por meios naturais e sobrenaturais. Eu consigo ver Deus em toda a criação e isso não tem nada a ver com o panteísmo cujo ensino diz que tudo é Deus. 

Cremos na doutrina da revelação geral (Salmos 19, Romanos 1) que ensina que o mundo físico (a criação) descortina o mundo espiritual de maneira que torna o homem indesculpável. É como várias luzes num palco apontando e iluminando para um determinado artista, criador daquele espetáculo. Sim, Deus deixou sua impressão digital em tudo que criou e o universo reflete e expressa a glória de Deus. É impossível estudar e observar o universo e não chegar à conclusão de que Ele é o autor de tudo isso, pois, em cada coisa deixou sua marca. É por isso que vejo Deus nas coisas.

Outro ponto que gostaria de observar é que precisamos ver Deus em nossa vida também. Óbvio! Ele não somente criou, controla, governa e intervém no macro universo, mas o mesmo acontece no micro universo. 

Eu preciso ver Deus na minha casa, na minha família, na minha saúde, na minha igreja, no meu trabalho, em todo canto. Deus está lá! Se não o vê-lo, andarei por caminhos tortuosos e sombrios. 

Se Deus está comigo, andarei pelos vales, pelo fogo, por águas agitadas e profundas; enfrentarei leões, gigantes, feras espirituais. Lutarei contra meus piores medos e traumas que eventualmente tenha desenvolvido no passado. Se Deus está comigo, posso até perder batalhas, mas jamais a guerra, pois esta já foi vencida no calvário e em tudo somos mais do que vencedores. Se Ele está comigo, há uma mão em que eu possa segurar firme, sem temer o amanhã. Se Deus está comigo, toda escuridão se transforma em luz mais radiante do que o sol. Se Ele está comigo, posso até ficar triste, chorar e sentir desânimo por um momento, mas jamais desistirei da jornada, pois Ele me carregará nos braços até que eu aprenda a descansar nEle e confiar no seu amor e cuidado. 

Que possamos ver Deus nas coisas e na nossa vida! 

3. Em terceiro lugar, nós precisamos descansar em Deus e na sua providência. 

Foi Deus quem havia providenciado o Maná para os israelitas. Ele não fez somente isso. Nos capítulos anteriores ao que estamos estudando, ele também fez águas amargas se tornarem potáveis e muitas outras coisas. Paralelamente a isso, Deus também estava guiando o povo de dia e de noite. Sem falar que eles não tinham somente a provisão e a direção, mas também a proteção e o cuidado. Isso se chama providência de Deus. Deus mandou o Maná todos os dias, e no sexto, mandava o suficiente para que eles recolhecem o dobro, porém no sábado eles deviam descansar. Interessante que Deus preparou um dia de descanso para os judeus...

Embora o mandamento do sábado tenha sido dado exclusivamente para os judeus, nós não devemos fechar os olhos para o princípio do descanso. O sábado da lei foi algo extremamente revolucionário para uma época onde as "leis trabalhistas" não levavam em consideração esse princípio. Nesta época, o homem era aquilo que produzia. A matéria, o solo e o que podia se extrair dele era a medida de sua riqueza. Quanto mais trabalho, mais riquezas. Produção era o lema daquela sociedade. No entanto, o princípio do descanso evocado pelo sábado ultrapassa épocas, gerações e continentes e ecoa como algo importantíssimo para nossos dias. 

a) A importância de descansar o corpo e a mente.

Nós precisamos dar descanso à nossa mente, ao nosso corpo e à nossa família. Há pais que estão sacrificando sua família em função do trabalho. São pessoas que na ânsia de prover o pão de cada dia, estão deixando de viver. São como máquinas e se tornam infelizes profissionalmente e como pessoas, acabam ficando insatisfeitas, estressadas e impacientes. Isso tem um impacto direto na família, pois os filhos crescem num lar conturbado e tendem a reproduzir as atitudes dos pais. Descanse! Respire! Tire um dia para se "desligar" dos problemas acumulados pela rotina. Esse é um tipo de descanso fisiológico, emocional, temporal e afetivo. 

b) A importância de descansar em Deus.

Todavia, gostaria de encerrar esse texto falando sobre um descanso muito mais sublime e excelente: o descanso espiritual. 

De nada adianta ter as contas em dia, visitar uma bela casa de praia num fim de semana, longe da agitação dos centros urbanos e não ter paz na alma. A nossa alma também precisa de descanso e o descanso espiritual é vertical e significa repousar em Deus. Vale lembrar que ele anda lado com a confiança no SENHOR. Essa confiança é terapêutica e faz bem à alma. 

Por último, deixarei aqui 5 motivos do porque eu posso descansar em Deus e na Sua providência:

• Porque o SENHOR garante que está conosco (Ex 33.14).

• Porque quando descansamos em Deus, o vislumbramos como nosso refúgio, fortaleza e nosso Deus (Sl 91.1-2).

• Porque quando estivermos cansados, ele nos restaurará as forças (Is 40.29; Jr 31.25).

• Porque esse é um convite de Jesus (Mt 11.28-30).

• Porque o SENHOR tem sido bom conosco (Sl 116.7).

Conclusão: Diante do texto que estudamos, podemos notar o quanto que Deus está presente na vida e no viver do ser humano. Nós não podemos caminhar de qualquer jeito sobre este mundo, pois, somos o povo santo e propriedade exclusiva do SENHOR. As circunstâncias difíceis as quais estamos sujeitos a passar, muitas vezes são provas de Deus. E elas são dadas a nós com o objetivo de nos amadurecer. São provas que nos fazem crescer e se desenvolver. Obedecer é melhor do que sacrificar, portanto, viva um dia de cada vez, veja Deus nas coisas e na sua vida e por último, aprenda a descansar na providência de Deus. Amém!

26 de março de 2019

Porque tanto os dons quanto o fruto são importantes!


Por Craig Keener.

Tradução: Everton Edvaldo.




O fruto do Espírito é produzido pelo Espírito operando em nós; ele expressa o caráter de Deus em seu coração, especialmente nos relacionamentos. À medida que esse fruto cresce, somos cada vez mais conformados à imagem de Cristo. A semente de Deus em nós (cf. 1Pe 1:23; 1 João 3: 9) produz o fruto de seu caráter dentro de nós. Podemos acolher isso crescendo distinguindo entre o fruto do Espírito e a obra da carne (Gálatas 5: 19-23) e assim preferindo semear ao Espírito em vez de à carne (Gl 6: 8). O trabalho e o mérito, no entanto, pertencem ao Senhor.
 
Da mesma forma que o fruto do Espírito, os dons do Espírito são também a obra do Espírito dentro de nós. Esses dons nos capacitam, como membros individuais do corpo de Cristo, a compartilhar com outros membros do corpo de Cristo. Mas como esses dons são para edificar o corpo de Cristo e expressar nossas funções como membros de seu corpo, eles, juntamente com o fruto do Espírito, nos ajudam a refletir a imagem de Cristo. Quando nós funcionamos juntos como o corpo de Cristo, como o corpo dele, nós revelamos juntos sua imagem. Assim como a semente, os membros do corpo compartilham o DNA espiritual daquele cujo corpo somos. Enquanto os frutos revelam o caráter de Deus em cada um de nós, os dons revelam o caráter de Cristo em nós, especialmente corporativamente.
 
Dessa forma, o fruto do Espírito mostra o que Deus pode fazer em nós e os dons do Espírito mostram o que Deus pode fazer através de nós. Em ambos os casos, é o trabalho de Deus e ele deve receber a glória (ou, novamente, na linguagem ocidental moderna, o mérito).
 
Se alguém tivesse que escolher, o fruto seria mais importante que os dons, porque em Gálatas 5: 22-23 (a passagem que especificamente articula o fruto do Espírito), o fruto chave e último é o amor (cf. contexto de 5:14). Em 1 Coríntios 13, Paulo nos lembra que os dons (ministérios uns para os outros) sem amor são sem valor (13: 1-3), e que os dons são parciais e serão suplantados ou preenchidos pelo que é completo quando Cristo retornar. Em contraste, o amor dura para sempre (13: 8-13). Precisamos de dons agora para construir um ao outro, mas quando Cristo voltar, não teremos mais essa necessidade.
 
A classificação do fruto acima dos dons não diminui a importância atual do último. O propósito dos dons é edificar o corpo de Cristo. Assim, eles oferecem uma maneira concreta de expressar o amor de Cristo uns aos outros. O que podemos oferecer aos outros mais do que o próprio trabalho de Cristo através de nós? Muitas vezes pensamos em dons num contexto exortativo, especialmente porque estamos pensando em Corinto, onde os cristãos estavam abusando de alguns dons. No entanto, Paulo lista dons também em Romanos 12: 6-8 e (em um sentido diferente) Efésios 4:11 (cf. também 1 Pedro 4: 10-11), apenas em termos de edificação mútua.
 
Os dois versículos que enquadram 1 Coríntios 13 nos lembram como os dons são valiosos quando usados ​​no amor: devemos buscar os dons que mais edificam o corpo (1 Coríntios 12:31; 14: 1). Assim, não dizemos: "Eu valorizo ​​o amor, então não preciso de dons espirituais". Em vez disso, dizemos: "Posso servir os outros em amor, buscando os dons que os edificam e compartilhando os dons que Cristo tem me dado."

Fonte: http://www.craigkeener.com/why-both-gifts-and-fruit-matter/

25 de março de 2019

Enquanto você dorme, Deus age por você!



Por Everton Edvaldo.

Em Gênesis 2, enquanto Adão dormia, Deus estava fazendo uma mulher pra ele. 

Em Gênesis 15, enquanto Abraão dormia, Deus falava com ele em sonhos. Foi em sonho que Deus falou a Abimeleque para não tomar Sara como mulher (Gn 20.3,6).

Em Gênesis 28, enquanto Jacó dormia, Deus lhe mostrou em sonho uma escada gigante que ia até o céu. Também foi a Jacó que Deus em sonho deu resposta aos seus problemas (Gn 31.11). Em Gênesis 31.24, Deus veio a Labão, o arameu e o advertiu sobre a vida de Jacó.


Em Gênesis 37, enquanto José dormia, Deus estava preparando para ele um novo tempo. 

Ei, enquanto você dorme, Deus trabalha, cuida e faz planos pra você. Você pode até dormir, mas o Deus que você serve, nem dorme nem tosqueneja. 

18 de março de 2019

Princípios para escolher alguém para relaciona-se




Por Everton Edvaldo

Em sua velhice, Abraão pediu para que Eliezer (o homem que cuidava de todos os seus bens), fosse buscar em sua terra natal, uma moça para casar com seu filho, Isaque. A ordem de Abraão é bem clara: "... não buscarás mulher para meu filho entre as filhas de cananeus, no meio dos quais estou vivendo..." (Gn 24.3).

A Palavra de Deus diz que Eliezer na hora de buscar uma esposa pra Isaque, orou ao SENHOR (Gn 24.12), depois quando ele a encontrou, a observou atentamente (Gn 24.21) e depois foi à casa dos seus pais. (Gn 24.32).

Através desses textos, podemos extrair algumas implicações para alguém que deseja ter êxito na missão de encontrar alguém para relacionar-se:

1- Não procure relacionar-se com pessoas com crenças, costumes e valores mundanos. Assim viviam as filhas dos cananeus. Serviam a outros deuses e tinham práticas pagãs, estranhas às de Abraão. Por isso, ele pediu que Eliezer (seu servo) fosse à casa de seu pai, para de lá escolher a futura esposa de Isaque. Anos mais tarde, sua família sofreu as consequências de ter entre eles, mulheres pagãs. A Bíblia diz que Esaú escolheu duas mulheres hititas para casar. "Elas amargurada a vida de Isaque e de Rebeca." (Gn 26.35). Isaque, tinha a mesma preocupação de seu pai quando disse a Jacó, seu filho: "Não se case com mulher Cananéia." (Gn 28.1). A Bíblia também diz que "... Isaque não aprovava as mulheres cananeias." (Gn 28.8), entretanto, seu filho, Esaú escolheu não obedecê-lo. 

Contextualizando: Quem procura relacionar-se com pessoas cristãs, evita uma série de problemas. Analise bem a conduta daquela pessoa que você irá escolher para viver a vida inteira. 

2- Ore ao SENHOR! Isto é, peça direção a Ele, para que ele ilumine seus caminhos e abra seus olhos. Converse com Deus a respeito do seu futuro, das suas escolhas e seus investimentos. 

3. Observe atentamente a pessoa que você está de olho. Sim, como ela é? Como se comporta? Quais são seus valores? É de família? Quem são suas amizades? Como é seu caráter e personalidade? Onde ela quer chegar? Quais são seus objetivos? Você precisa observar atentamente seus passo, antes de consolidar esse relacionamento. 

4. "Vá à casa dos seus pais." Isto é, procure se envolver com a família. Tenha algo para oferecer. Quando digo isso, não falo simplesmente de bens materiais e dinheiro. A coisa é mais ampla: você tem condições de assumir esse relacionamento? Os pais dela estarão seguro de que sua filha estará em boas mãos? Eles podem confiar em você? 

Conclusão: Apesar de não ser exaustivo, creio que esses 4 passos são importantes para quem deseja fazer uma boa escolha da pessoa amada. Se você gostou desse texto, marque alguém nos comentários e compartilhe.

11 de março de 2019

Não é todo mundo que vai te acompanhar até o fim



Por Everton Edvaldo.

Abraão é um daqueles personagens emblemáticos das Escrituras, pois dele procederam muitos povos e nações. Abraão é chamado de "Pai da Fé." Sua vida e testemunho era irrepreensível. Na caminhada da fé, Abraão teve que deixar algumas pessoas que ele amava para trás. A começar por Ló, seu sobrinho. Chegou um momento da caminhada em que os pastores dos rebanhos de ambos contendiam por seus bens serem muitos (Gn 13.5-7). E já não podiam morar juntos os dois na mesma região. Por isso, Abraão propôs que Ló se separasse dele e isso foi o que aconteceu. Porém, apesar de Abraão ter seguido sua vida, ele ainda era apegado a Ló (Gn 14.1-16), aliás, ele era seu sobrinho e a única forma de conservar a memória do seu irmão Harã, já falecido. Contudo, com a destruição de Sodoma e Gomorra, Ló vai morar com suas duas filhas numa caverna. Ele tinha perdido tudo, bens, cidade, sua esposa e seus genros. Abraão ainda era vivo, mas dessa vez, não amparou seu sobrinho. Abraão deixou para trás alguém que por muito tempo lhe foi importante, pois a caminhada com Deus não pode parar nem regredir. A ordem de Deus para seus servos é: "marche", progrida, evolua, supere! A próxima pessoa será Hagar e seu filho Ismael. Hagar era uma serva egípcia que engravidou de Abraão por sugestão de sua esposa. A mãe já vinha dando trabalho à família de Abraão há alguns anos. Mas dessa vez, Sara (esposa de Abraão) disse: "Livre-se dessa escrava e do seu filho..." (Gn 21.10).

Dessa vez, Abraão ficou perturbado ( Gn 21.11), porque era mais que um sobrinho, era seu primeiro filho. Após o SENHOR tê-lo consolado, a Bíblia diz que Hagar pega seu filho Ismael e saiu errante pelo deserto.
Lá na frente, Abraão teve que superar a dor da morte de sua esposa Sara (Gn 23.1).

Ei, não é todo mundo que vai te acompanhar até o fim. Cada perca que Deus permite que aconteça na sua vida, não é para te parar, mas para lhe fortalecer! Não fique desanimado nem paralisado quando alguém sumir da sua trajetória. O SENHOR dá e Ele mesmo tira. 

No final da sua história, muitas pessoas tiveram participação nela, mas só o SENHOR esteve contigo em TODOS os momentos, até o fim.

Deus abençoe!

8 de março de 2019

Nós temos que parar com o culto à emoção!


Por Everton Edvaldo.


Você já frequentou um culto, onde se sente em qualquer outro lugar, menos numa igreja? Nos últimos anos, algumas igrejas têm supervalorizado muito mais a emoção do que um culto genuíno a Deus. As pessoas gostam de extravasar, pular, chorar e por aí vai!  Se o pregador não for "avivado", gritar, pular ou fazer aviãozinho, ele é considerado frio pelas pessoas. Muitos cristãos estão consumindo cada vez mais, pregações prontas, que falem sobre sucesso financeiro, familiar e profissional. O culto tem se tornado irracional, recheado de emocionalismo barato, onde todos têm vez e voz, da pior forma possível. Estamos casados disso! Queremos cultos cristocêntricos, com mensagens expositivas que nos tragam não somente comoção, mas também transformação! Nós não queremos um culto à emoção, nós queremos cultuar a Deus! 

Igreja não é lugar de "estrelas."



Por Everton Edvaldo. 


Alguns cristãos têm usado o Evangelho para auto-promoção. Muitos, não querem mais ser a LUZ DO MUNDO, mas estrelas. Cristo não nos chamou para sermos estrelas. Infelizmente, as igrejas estão dando mais tempo ao louvorzão do que à explanação da Palavra de Deus. Os cantores que se intitulam de "Levitas do Senhor", cantam mensagens materialistas, humanistas e antropocêntricas. Eles dão um verdadeiro "show" em cima do púlpito, conseguindo os "aplausos" de muito e recebendo aqui mesmo o seu galardão. É muito fácil brilhar na igreja, é muito fácil fazer a diferença na igreja, onde todos estão te vendo. Mas Cristo nos chamou para sermos a Luz do Mundo! O seu e meu lugar de trabalho é no campo, onde as almas estão perdidas. Essas almas precisam ouvir o Evangelho do manso e humilde Jesus. Pouco importa para elas se você canta bem ou não, se sabe pregar ou não. Elas só precisam de Cristo! Chega de estrelas na igreja! Já chega!

6 de março de 2019

A diferença entre o Pregador e o Animador de Púlpito.




Por Everton Edvaldo.

O Pregador lê o texto bíblico, expõe e aplica a mensagem à igreja, o animador lê o texto bíblico, distorce e inventa. O Pregador fala com simplicidade, o animador diz ter tido uma "tremenda e nova revelação da parte de Deus." O Pregador deixa que o Espírito Santo anime sua igreja, o Animador, tenta à todo custo obter reações da igreja como glórias, aleluias, entre outras coisas. O Pregador quer que o povo entenda a mensagem, o Animador quer que o povo se emocione com suas palavras. O Pregador prega com segurança, o Animador fica inseguro quando a igreja não reage da forma como ele esperava. O Pregador dá ênfase nas partes importantes, o Animador grita o tempo todo. O Pregador se coloca diante de Deus para que por Ele seja usado, o Animador quer usar Deus para alcançar suas finalidades. O Pregador tem referência à Palavra, o Animador bate na Bíblia e a manuseia de forma irreverente. O Pregador tem cuidado com o tempo da mensagem, o Animador quer prolongar suas palavras até tarde. O Pregador faz parte de um diálogo vertical entre Deus e sua igreja, o animador dialoga de forma horizontal entre a igreja e ele mesmo. O Pregador não força o texto bíblico a dizer o que não diz, o Animador diz o que quer e fala que foi o SENHOR. Por fim, o Pregador deixa que Deus apareça, já o animador se coloca como a estrela principal.

Nesses últimos dias, Deus tem buscado os pregadores da sua Palavra e não os animadores de púlpito.

5 de março de 2019

Dons do Espírito Santo: O que os Pentecostais acreditam




O pentecostalismo começou com a crença de que, em sua origem, Deus estava restaurando o cristianismo do Novo Testamento trazendo uma descoberta e uma recuperação dos dons como 'sinal' para a Igreja, incluindo línguas, interpretação, milagres, cura e profecia.

No século XIX, alguns do movimento da Santidade assumiram que falar em línguas havia cessado com o encerramento do período da Igreja Primitiva, mas que os outros dons, como curas e milagres, ainda deveriam estar disponíveis aos cristãos. No entanto, na virada do século XIX, um desejo generalizado pelo dom de línguas também emergiu. Isto foi acoplado com o desejo já existente de uma restauração do "evangelho integral" [01] envolvendo o batismo do Espírito como uma experiência de empoderamento pós-conversão que permitiu o exercício destes dons como sinais.

O reavivamento do movimento de santidade que ocorreu no início do século XX, que deu origem ao pentecostalismo, envolveu milagres, cura, fala em línguas, profecia e dons de discernimento. A expectativa de uma restauração dos dons miraculosos à Igreja como um sinal do fim da era da Igreja levou os primeiros pentecostais a interpretarem esses eventos em torno de sua origem como uma restauração do fim dos tempos da "fé apostólica" em preparação para o retorno de Cristo.

As igrejas pentecostais hoje continuam a dar importância central aos dons miraculosos e proféticos da vida da igreja. Todos os dons espirituais do período do Novo Testamento devem estar em uso dentro de igrejas saudáveis, como a provisão de Deus para o seu corpo. Tais dons espirituais são vistos como uma parte essencial do trabalho de Deus dentro de sua Igreja. Eles não são apenas desejáveis, mas ativamente procurados.

Nota: [01] O "evangelho completo" ou "evangelho quádruplo" é resumido em "Cristo como Salvador, Batizador, Curador e Rei que Vem" (A. B. Simpson).

Tradução: Everton Edvaldo.
Fonte: http://talkingpentecostalism.blogspot.com/?m=1